Graciela Nienov conhece a realidade de mulheres ribeirinhas vítimas de escalpelamento no Amapá

PTB Notícias 6/07/2021, 22:39


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Em visita ao Amapá, na última segunda-feira (05/07), a vice-presidente Graciela Nienov aproveitou a ocasião para conhecer a realidade das famílias da região. Acompanhada da Secretária de Comunicação, Rafaela Armani, a líder petebista visitou famílias nas vilas palafitas e conversou com mulheres vítimas de escalpelamento, no município de Macapá. 

As leoas petebistas conheceram a realidade de mulheres ribeirinhas assoladas pelo trauma de perder total ou parcialmente o couro cabeludo. Esse tipo de tragédia é comum na região norte do Brasil e pode ocorrer por questões culturais, sociais e ambientais, principalmente, relacionado com o transporte fluvial por meio de barcos. 

Na viagem, a vice-presidente Graciela aproveitou para escutar as histórias das vítimas de escalpelamento e se emocionou com os relatos. “Muitas vezes os políticos não têm noção do que a população precisa, é para isso que são eleitos os deputados federais. Só que ainda assim, o Congresso foca tanto nas políticas gerais que não conseguem olhar para o estado com olhar humilde”, afirmou. 

A Presidente do Conselho de Saúde e presidente da Associação de Mulheres Ribeirinhas Vítimas de Escalpelamento (AMRVEA), Leila Viana, afirma que lidar com vítimas de escalpelamento é caro, então há grande dificuldade para conseguir o suporte necessário. Ela explica que, logo após o acidente, é necessário o acompanhamento com médicos de várias especialidades e nem sempre recebem esse amparo.

Os dados sobre escalpelamento no Amapá, são alarmantes. Nos últimos 20 anos, já foram registrados cerca de 1.400 casos no estado e, somente no município de Macapá, cerca de 240 acidentes. No entanto, mesmo com as dificuldades, as mulheres da região lutam para ajudar. Nádia Souto, Presidente do Conselho de Saúde de Macapá, diz que atualmente focam principalmente na saúde, porque, além de perder os cabelos, no decorrer dos anos a pessoa pode ainda desenvolver um câncer, o que torna a situação muito mais delicada.