Henrique comemora assinatura do contrato da segunda ponte do Guaíba

PTB Notícias 31/03/2014, 19:09


A presidente Dilma Rouseff assinou, nesta segunda-feira (31/3/2014), o contrato para a construção da segunda ponte do Guaíba, em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília.

O prefeito Henrique Tavares (PTB-RS) disse que o ato atende a uma antiga reivindicação dos municípios das regiões Costa Doce, Metade Sul e Carbonífera.

“O risco de ficarmos isolados, como já aconteceu, quando a atual ponte travou, nos ameaçou por anos”, falou Henrique, direto de Brasília, onde acompanhou a assinatura do contrato.

De acordo com o governo federal, o trabalho começará agora no início de abril, com a remoção de aproximadamente 850 famílias, que vivem nos locais onde a obra passará e a previsão é que em três anos a ponte esteja pronta.

Com 1,9 km de extensão em um total de 7,3 km, considerando acessos e elevados, a segunda ponte, orçada em R$ 649.

622.

699, será construída pelas empresas Queiroz Galvão e EGT Engenharia.

De acordo com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), serão duas faixas de trânsito de 3,6 metros, refúgios central e lateral de, no mínimo, 1,20 metros, acostamento de, no mínimo, três metros de largura.

A obra vai utilizar um total de 170 metros cúbicos de concreto e irá consumir 17.

600 toneladas de aço.

A previsão é de contratação de 1.

100 operários.

Ainda sobre a necessidade de uma alternativa à atual ponte, que tem bloqueios diários, para a passagem de embarcações, o prefeito Henrique Tavares lembrou que só na área da saúde são mais de 500 viagens diárias, entre ambulâncias, vans e outros veículos, com pacientes que necessitam de atendimento em Porto Alegre.

O número estimado pela coordenação do Samu no Rio Grande do Sul pode ser maior, pois muitos pacientes chegam à capital por conta própria.

“Tratamentos que só têm nos hospitais maiores; especialidades médicas que o interior do Estado não dispõe e assim por diante”, esclareceu o petebista.

Um aspecto relevante na questão do desenvolvimento econômico para as regiões Metade Sul, Costa Doce e Carbonífera está diretamente relacionado com a infraestrutura e isso, passa pela ponte do Guaíba.

“Nosso município perdeu alguns investimentos, pelo receio dos empreendedores, que sua produção pudesse parar na ponte”, lembrou o prefeito.

O assessor especial do Gabinete falou dos grandes empreendimentos que dependem diretamente da ponte sobre o Guaíba, como é o caso do maior investimento privado da história econômica do RS, a Celulose Riograndense, que está quadruplicando sua produção.

Com isso, quatro vezes mais caminhões com madeira circularão na região e também utilizarão a ponte.

Beto Scalco também falou na Toyota, que tem o Centro de Distribuição da Hilux na cidade.

Em 2013 foram transportadas 55 mil dessas caminhonetes, o que representa 7850 carretas/ano, 714 por mês e 180 por semana.

“Nem consigo mensurar o prejuízo, se tivessem que fazer rotas alternativas”, disse Scalco.

Nos dados da Assessoria Especial, entram outras empresas instaladas no município como a Celupa, que fabrica os filtros de café Melita e distribui para todo o país através de caminhões.

A ThyssenKrupp Elevadores e a recém-instalada Melco Elevadores da gigante Mitsubish, também utilizam a ponte.

Também tem outras empresas grandes, como a fábrica chinesa de caminhões Foton, a GEFCO que é uma empresa russa do ramo de logística e na Engebasa que produz as torres para os cata-ventos para energia eólica, todas instalando suas plantas em Guaíba.

“Nossa população vive cruzando a ponte e a nossa economia também”, lembrou Beto Scalco.

Ainda no aspecto econômico, a segunda ponte sobre o Guaíba é fundamental para atender o transporte rodoviário internacional de carga que tem como destino Uruguai e Argentina, Polo Naval e o Porto, ambos em Rio Grande, no Sul do Estado.

Agência Trabalhista de Notícias (FM), com informações da Prefeitura de GuaíbaFoto: Roberto Stuckert Filho/PR