Hora do Planeta é marcada por evento cultural em Belém

PTB Notícias 29/03/2010, 15:04


Por uma sociedade mais consciente e preocupada com o futuro da vida na Terra.

Esta é a causa da mobilização ecológica e social “Hora do Planeta”, que aconteceu simultaneamente em centenas de cidades ao redor do mundo.

Em Belém, a Prefeitura – administrada pelo petebista Duciomar Costa, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), aderiu pelo segundo ano consecutivo ao evento, realizado pela ONG WWF Brasil (Wild World Foundation), e organizou uma programação cultural no Mercado de São Brás para convidar os cidadãos a também fazerem a sua parte na preservação do meio ambiente.

O momento mais esperado da noite foi o “apagão ecológico” de uma hora, que ocorreu a partir das 20h30.

De acordo com Maximiliano Roncoletta, coordenador regional da WWF-Brasil, o apagar as luzes de um logradouro público por uma hora simboliza que o mundo está preocupado com os caminhos que a ação humana está impingindo à natureza.

“O apagar das luzes chama atenção da sociedade e dos líderes mundiais, que precisam atentar para o problema e começar a atuar para que todos nós, cidadãos do mundo, não venhamos a sofrer mais tarde as consequências dessa degradação”, explica o ambientalista.

Antes do “apagão ecológico”, houve um culto ecumênico com a participação de representantes das igrejas Católica, Presbiteriana e Evangélica.

Logo em seguida o diretor geral da Semma, Celso Botelho, falou sobre a importância de Belém aderir a um evento mundial que busca a conscientização de todos em prol da preservação do planeta.

E lembrou o papel de cada cidadão no dia-a-dia, que pode, sim, segundo o diretor, ajudar na preservação do meio ambiente.

“Às vezes as pessoas não têm noção de que pequenas atitudes cotidianas, se feitas de forma consciente, podem colaborar com a nossa causa”, acredita.

Botelho também lembrou o papel da Semma na conservação ambiental.

De acordo com o diretor, os serviços reaizados diariamente pelo órgão estão voltados para a manutenção das árvores e flores da capital.

Outro serviço importante, ressalta Celso, é o de educação ambiental que a Semma desenvolve principalmente junto ao público infantil.

Para ele, ensinar os pequenos desde cedo a cuidar do planeta é uma das estratégias para que no futuro a natureza seja mais respeitada por todos.

Na opinião do diretor geral da Semma, o que se precisa, além de investimentos na educação ambiental é também preparar as pessoas para trabalharem pela natureza, ajudando a preservá-la por meio do desenvolvimento sustentável.

“Nós da Amazônia precisamos ser mais responsáveis ainda, pois temos em nossas mãos uma grande riqueza mundial”, destaca.

Quem também participou da “Hora do Planeta” foi José Carlos Lima, membro da Comissão de Meio Ambiente da OAB-Pará e ex-titular da Semma.

Para ele, “não é em uma hora que os problemas do meio ambiente serão resolvidos, mas precisamos chamar a atenção para a responsabilidade de cada um em manter os ecossistemas mundiais”.

O estudante João Pedro, de 14 anos, participou da mobilização do Mercado de São Brás com um grupo de amigos e, à luz de velas, demonstrou que já possui uma consciência voltada para a manutenção da natureza.

“O mundo hoje consume muito além do que a natureza pode dar, a nossa tarefa é aprender a utilizarmos os recursos naturais de forma sustentável e consciente”, ensina o jovem.

O evento aconteceu em outras duas cidades do Pará (Bragança e São Felix do Xingu).

Em Belém, o evento foi marcado pelo ritmo regional do carimbó, ao som do grupo folclórico “Sabor Marajoara”.

Bandas de rock também se apresentaram logo após a contagem regressiva para o acender das luzes do Mercado.

A “Hora do Planeta” ocorreu pela primeira vez em 2007, apenas em Sidney, na Austrália.

No ano seguinte 371 cidades participaram do ato.

O Brasil só aderiu ao movimento em 2009, registrando a maior participação já vista de um país.

Foi sem dúvida o ano em que a mobilização teve mais adesões, contabilizando a participação de milhões de pessoas em mais de quatro mil cidades de 88 países.

Agência Trabalhista de Notícias (com informações da Prefeitura de Belém)