Horário de verão acabou neste sábado; saiba como se adaptar às mudanças

PTB Notícias 16/02/2008, 11:37


O horário de verão acabou na virada deste sábado (16/2) para domingo (17/2).

Os moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste tiveram que atrasar os relógios em uma hora a partir da meia-noite.

Apesar de permitir um fim de semana com uma hora a mais, a mudança de horário pode interferir no relógio biológico.

Segundo a médica Dalva Poyares, coordenadora do Instituto do Sono e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), não são todas as pessoas que sofrem com a alteração no relógio, mas a alternância de atividades com a noção de claro e escuro pode interferir nos períodos de sono.

De acordo com Dalva, o tempo médio de adaptação do organismo é de uma semana.

“O horário de verão pode ter alguns aspectos negativos.

Um dia mais prolongado faz com que as pessoas durmam cada vez mais tarde, o que prejudica o rendimento e favorece atrasos para quem precisa acordar cedo, que vai acordar ainda no escuro”, diz.

“Com o fim do horário de verão, as pessoas devem voltar a colocar o sono em ordem.

“As principais conseqüências da troca de horários são, segundo Dalva, a sonolência e o cansaço.

Além disso, a médica ressalta que a privação crônica de sono, que corresponde à perda de pelo menos uma hora de sono por dia, pode levar a um prejuízo de até 32% no rendimento da pessoa.

Para uma melhor e mais rápida adaptação, Dalva aconselha que se tente manter ao máximo a rotina anterior ao horário de verão.

“O começo do horário de verão é mais complicado.

As pessoas têm mais dificuldade para manter o horário de dormir, por exemplo.

Agora, no retorno ao horário normal, a tendência é que a adaptação seja mais fácil porque o organismo ganhará uma hora”, diz.

Alimentação Para o metabolismo, segundo a nutricionista Anita Sachs, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o horário de verão não causa grandes transtornos.

As conseqüências relacionadas à alimentação podem ser causadas apenas pela mudança de ritmos.

“É possível que a pessoa sinta fome em um horário que não seja a que ela está acostumada.

Ou o contrário, que não sinta fome na hora das refeições”, explica a especialista.

Neste caso, Anita aconselha o consumo de líquidos como água, chás e sucos naturais nos momentos de fome.

“Os líqüidos vão sinalizar ao cérebro que o estômago não está vazio, e isso vai ajudar na reorganização do organismo”, diz.

A adaptação com horários de alimentação deve demorar de três a quatro dias.

fonte: site G1