Inaugurado em São Borja (RS) memorial que resgata história de João Goulart

PTB Notícias 4/10/2009, 10:44


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Uma parte importante da história do trabalhismo no Brasil foi resgatada e está à disposição da comunidade a partir da última quinta-feira (1º/10), em São Borja, onde foi inaugurado o Memorial Casa João Goulart.

A casa que abriga o museu, localizado no centro da cidade, na Avenida Presidente Vargas, foi o local onde o ex-presidente da República, João Goulart, o Jango, morou durante toda a sua juventude.

O projeto é uma iniciativa do Instituto João Goulart, com o apoio e financiamento do governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Lei de Incentivo a Cultura.

O Diretório Estadual do PTB no Rio Grande do Sul se fez presente no ato, através do secretário-geral do diretório gaúcho, Elói Guimarães, vereador por Porto Alegre licenciado, ocupando o cargo de secretário de Estado da Administração e dos Recursos Humanos.

Segundo Elói Guimarães, que já foi presidente do PTB estadual, é um grande momento de celebração da história do país e, em especial, do trabalhismo.

“São Borja guarda um repositório da história brasileira na figura de estadistas como Getúlio, Jango e Brizola.

A cidade foi palco de grandes decisões e feitos políticos, tendo para o país, em especial para nós trabalhistas, uma significação transcendental.

Getúlio criou o PTB, Jango foi o presidente nacional da sigla e Brizola difundiu o trabalhismo”, ressaltou Elói Guimarães.

“Pela sua importância neste cenário, a cidade é um grande centro histórico- cultural, pois a história passa por São Borja”, completou o petebista.

O legado de Jango Jango entrou na política, elegendo-se deputado estadual constituinte pelo PTB, em 1947 e, depois, deputado federal em 1950, licenciando-se do mandato para exercer o cargo de Secretário de Estado de Interior e Justiça no governo de Ernesto Dorneles, primo de Getúlio Vargas.

De 1953 a 1954, foi ministro do Trabalho, Indústria e Comércio do segundo governo de Getúlio Vargas (1951 – 1954), sendo forçado a renunciar após conceder um aumento do 100% no salário mínimo, o que causou forte reação entre empresários e imprensa.

Presidente nacional do PTB, tornou-se o principal nome trabalhista do país após o suicídio de Getúlio.

Em 1955 foi eleito vice-presidente do Brasil, na chapa PTB/PSD.

Na ocasião, obteve mais votos que o presidente eleito, Juscelino Kubitschek.

Na eleição de 1960, foi novamente eleito vice-presidente, concorrendo pela chapa de oposição ao candidato Jânio Quadros, do Partido Democrata Cristão (PDC) e apoiado pela União Democrática Nacional (UDN), que venceu o pleito.

Em 25 de agosto de 1961, enquanto João Goulart realizava uma missão diplomática na República Popular da China, Jânio Quadros renunciou ao cargo de presidente.

Ministros militares tentaram impedir a posse de Jango, e o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, foi empossado presidente.

Na campanha da legalidade, Brizola e o general Machado Lopes, mobilizaram o Estado em defesa da posse de Jango.

Na volta da China, Goulart aguardou em Montevidéu, capital do Uruguai, a solução da crise político-militar desencadeada após da renúncia de Jânio.

Em setembro de 1961, o sistema parlamentarista foi aprovado pelo Congresso Nacional.

No dia 7, Jango assumiu a presidência.

Após o Golpe de 1964, que derrubou o governo, Jango exilou-se no Uruguai e mais tarde na Argentina, onde veio a falecer em 1976.

No dia 2 de abril, o Congresso Nacional declarou a vacância de João Goulart no cargo de presidente, entregando o cargo de chefe da nação novamente ao presidente da Câmara dos Deputados Ranieri Mazzilli.

Em abril, João Goulart teve seus direitos políticos cassados por 10 anos, após a publicação do Ato Institucional Número Um (AI-1).

João Goulart morreu, oficialmente, vítima de um ataque cardíaco, no município argentino de Mercedes, Corrientes em 6 de dezembro de 1976.

fonte: site do PTB – RS