Indicação de Zé Carlos Elias pode inibir trotes às centrais de emergência

PTB Notícias 23/07/2013, 16:19


O serviço de emergência da 1ª Companhia do 2º Batalhão de Bombeiro Militar de Linhares (ES) registrou mais uma ocorrência de trote no último dia 15.

A ligação feita através do 193, por um homem, dava conta de um acidente entre um veículo de passeio e um caminhão, próximo à Reserva Biológica de Sooretama.

Ao todo, cerca de 10 pessoas, entre equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e de uma ambulância de Sooretama, foram mobilizadas para atender às três supostas vítimas da colisão.

Contudo, os profissionais do CBMES e da PRF percorreram quase 100 km, até a divisa do município de Jaguaré, e não encontraram qualquer acidente.

ConsequênciasO serviço de emergência do Corpo de Bombeiros possui identificador de chamadas e atende a todas as ligações, porém, não pode impedir o trote.

Segundo o Código Penal Brasileiro, a prática pode ser considerada crime caso haja interrupção ou perturbação de serviço telegráfico ou telefônico, podendo o criminoso ser punido com detenção de 1 a 3 anos e multa.

Se o trote é cometido por ocasião de calamidade pública, como comunicação falsa de crime ou de contravenção, a aplicação da pena pode dobrar.

Como medida para inibir a prática, o deputado estadual José Carlos Elias (PTB) propôs o projeto “Samu nas Escolas”, por meio da Indicação 140/2013, que tem como objetivo conscientizar alunos, pais, professores e colaboradores por meio de palestras educativas destinadas a orientar sobre a importância de utilizar, de forma adequada, os serviços da Central de Atendimento do Samu (192) e, consequentemente, às outras centrais como a do CBMES (193) e da Polícia Militar (190).

“Precisamos alertar sobre os perigos de fazer ligações indevidas às Centrais de Atendimento a Emergências, os conhecidos trotes.

Muitas vezes as crianças, inclusive alguns adultos de má fé, realizam trotes por achar engraçado e não têm consciência de sua gravidade”, salientou o parlamentar.

O projeto “Samu nas Escolas” visa desenvolver um processo educativo com a população, considerando a escola como um local privilegiado de formação e informação.

“Essa ação objetiva também minimizar os prejuízos decorrentes das chamadas indevidas, pois os trabalhos realizados pelas equipes de resgate são sérios e elas podem estar perdendo vidas por causa de uma brincadeira desnecessária”, destacou José Carlos Elias.

Agência Trabalhista de Notícias (FM), com informações da Web Ales