Izar afirma que Conselho de Ética aguarda decisão da Mesa sobre Clodovil

PTB Notícias 10/05/2007, 11:51


Ao ser questionado pela deputada Iriny Lopes (PT-ES) sobre os procedimentos que o Conselho de Ética da Câmara iria adotar quanto às acusações da deputada Cida Diogo contra o deputado Clodovil, por ofensas pessoas de caráter discriminatório, o presidente do conselho, deputado Ricardo Izar, do PTB de São Paulo, explicou que precisa esperar a representação contra Clodovil ser entregue à Mesa Diretora, e aguardar o encaminhamento que a Mesa dará ao processo.

O presidente do Conselho de Ética explicou que a deputada Iriny Lopes afirmou que as ofensas de Clodovil são caso de cassação de mandato e ofendem as mulheres em geral.

Mas Izar contemporizou e disse que há outras punições para a falta de decoro que não a cassação, como advertências e suspensão do mandato por 30 dias.

“O parlamentar é livre para falar o que quer até o momento em que quebra o decoro.

Ele [Clodovil] não podia falar publicamente o que disse, mas é preciso apurar o fato porque me parece que ela [Cida Diogo] também o agrediu”, disse Ricardo Izar.

O deputado Ricardo Izar presidiu a sessão desta quinta-feira, 10, do Conselho de Ética, que adiou para a próxima quarta-feira, 16, a votação dos pareceres dos deputados Paulo Piau (PMDB-MG) sobre a representação contra Paulo Rocha (PT-PA), e do deputado Abelardo Camarinha (PSB-SP) sobre representação contra João Magalhães (PMDB-MG).

Paulo Rocha é acusado de envolvimento no chamado esquema do mensalão, e Magalhães chegou a ser processado no ano passado pelo conselho por suposto envolvimento no esquema das sanguessugas, mas não houve tempo para o julgamento, em razão do fim da legislatura.

Ainda na reunião desta quinta-feira, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar aprovou parecer do deputado Sandes Júnior (PP-GO) que recomenda o arquivamento de representação do Psol contra o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP).

O Psol queria reabrir o processo de cassação contra Costa Neto por causa da acusação de envolvimento no caso do mensalão.

Sandes Júnior se baseou em decisão do Conselho de que não se poderia abrir processo de cassação baseado em fatos anteriores ao exercício do atual mandato.

Sandes Júnior acredita que o melhor é esperar decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o caso do mensalão.

Agência Trabalhista de Notícias (com informações da Agência Câmara)