Izar diz que Conselho de Ética do Senado faz “uma trapalhada”

PTB Notícias 27/06/2007, 7:53


O presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado Ricardo Izar, do PTB de São Paulo, ironizou o trabalho dos senadores.

Segundo Izar, o Conselho de Ética do Senado “errou muito” na condução das investigações sobre o caso do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente da Casa.

“Esse começo foi uma trapalhada”, disse o deputado petebista.

Renan é acusado de ter recebido dinheiro do lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior, para pagar despesas pessoais, como pensão alimentícia e aluguel à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento.

Negando estar disposto a comprar briga com os senadores, Izar manteve a crítica: “Se eles [os senadores] quiserem conhecer como trabalhamos, estão convidados para nos visitar no Conselho de Ética.

Eles erraram muito”.

De acordo com Izar, o correto é evitar que o denunciado tenha o caso relatado por um parlamentar do mesmo partido ou Estado.

Também condenou a demora na escolha de um relator para o caso Renan.

“Em situações assim pode haver um sorteio ou uma escolha do próprio presidente”, sugeriu o deputado.

Mudanças Enquanto o Conselho de Ética do Senado não define os procedimentos que irá tomar, nesta quarta-feira, o conselho da Câmara, presidido por Ricardo Izar, vai se reunir para votar uma série de mudanças internas.

A idéia é dar mais agilidade aos processos encaminhados ao órgão, ganhar poderes para convocação, e não apenas convites, e ainda aumentar o número de membros.

O deputado petebista disse ainda que aguarda decisão da Corregedoria Geral da Câmara sobre casos que aguardam conclusão de investigações internas, entre eles os mais recentes, como o do deputado Mário de Oliveira (PSC-MG), acusado de ter encomendado o assassinato do colega Carlos Willian (PTC-MG), e dos três parlamentares citados na Operação Navalha da PF –Paulo Magalhães (DEM-BA), Maurício Quintella Lessa (PR-AL) e Olavo Calheiros (PMDB-AL).

O presidente do Conselho de Ética disse também que pretende discutir a possibilidade de o órgão ter autorização da Casa para trabalhar durante o recesso legislativo – quando a Câmara suspende votações e discussões, mantendo apenas uma comissão representativa de parlamentares.

fonte: Folha Online