Jefferson alerta em seu blog sobre atraso nas obras dos aeroportos

PTB Notícias 28/03/2011, 14:46


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet (www.

blogdojefferson.

com) nesta segunda-feira (28/03/2011): Quadro desolador Faltando pouco mais de dois anos para a Copa de 2014, é preocupante o panorama das obras de ampliação ou reforma dos aeroportos nas cidades-sedes dos jogos.

Segundo o “Estadão”, apenas 2,4% dos investimentos programados para o setor saíram do papel, e das 24 obras planejadas, só quatro foram iniciadas.

Para piorar, um estudo do Ipea revela que – atenção, do Ipea, não é da oposição! – as obras nos aeroportos não ficarão prontas a tempo de atender nem sequer à demanda dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio.

Será que o Meirelles entrou numa roubada? Botem fé no JoaquimFalando na nossa desorganização na área esportiva, li com preocupação a excelente entrevista do campeão olímpico Joaquim Cruz nas páginas amarelas de “Veja”.

Com a sinceridade que lhe é peculiar, o ex-corredor vê com muito pessimismo a preparação dos atletas brasileiros, afirmando que dificilmente produziremos novos campeões para as Olimpíadas do Rio de Janeiro.

Joaquim Cruz sabe do que está falando, pois mora e trabalha nos Estados Unidos, país que leva a sério a formação esportiva de base, e que sabe vincular o esporte à educação.

Pela entrevista, vemos que não é só nas obras de estádios e aeroportos que o País não está avançando.

Que pena.

Que bonito é.

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O país que já produziu um jogador que marcou mais de mil gols, como Pelé, agora consagra um goleiro que atinge a marca de 100 gols na carreira.

Só mesmo o Brasil para fabricar talentos como o goleiro Rogério Ceni, do São Paulo, fábrica que, aliás, não para nunca, como se vê agora com o jovem Neymar, do Santos, que não chegou nem aos 20 anos e já encanta plateias do mundo.

Ah, se fôssemos um país organizado.

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Só criticar não resolveAo fazer, na semana passada, duras críticas à falta de integração nacional no enfrentamento do crime, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, colocou a culpa nos administradores estaduais e municipais que, segundo ele, seriam responsáveis pela insegurança nas cidades devido à “mesquinhez das disputas políticas”.

Será que, após assistir a reportagem do “Fantástico”, que mostrou o escândalo da venda de drogas em postos de abastecimento nas estradas brasileiras, o ministro continuará acreditando que o problema é de responsabilidade apenas de governos estaduais e municipais? Cardozo demitiu o coordenador nacional de Operações da Polícia Rodoviária Federal, mas será que é suficiente para impedir que as drogas continuem sendo vendidas livremente nos postos, sendo pagas inclusive com cartão de crédito e nota fiscal?Hora do bastaEnquanto a frota cresceu em torno de 134% nos últimos 15 anos, o efetivo da Polícia Rodoviária Federal aumentou 5% no mesmo período.

O resultado? Além de convivermos com uma estatística de 21 acidentes diários com caminhões, agora a TV Globo expôs a realidade do tráfico correndo solto nas estradas.

O ministro da Justiça, comandante-em-chefe da Secretaria Nacional de Segurança Pública, precisa passar da retórica à ação, apresentando seu plano de metas para o setor.

O que não dá é continuar com o panorama assustador de acidentes, mortes, corrupção e, agora, tráfico.

E assim caminha o OrienteO presidente (ou ditador no poder há 11 anos) da Síria, al-Assad, anunciou que derrubará o estado de emergência em vigor no país desde 1963.

Mas, se Assad afagou os manifestantes com ua’ mão, com a outra mobilizou o exército para conter as manifestações que, do Egito, da Tunísia e da Líbia, invadiram também seu país.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, foi rapidamente tirar da pauta a possibilidade de intervenção internacional como a que vem sendo feita na Líbia.

Mas a Síria está só começando a agitar seu barril de pólvora e Kadafi é, na certa, um péssimo exemplo para outros ditadores da região.

O Oriente Médio é logo aquiO maior alvo da revolta na Síria é o estado de emergência que vigora no país e a polícia secreta que faz e acontece por lá.

O estopim dos protestos foi a prisão de mais de dez alunos que fizeram grafites inspirados pelos protestos no resto do mundo árabe.

Conta “O Globo” que, de acordo com advogados, a lei de emergência tem sido usada não só para proibir protestos, como para dar carta branca à polícia secreta e ao aparato de segurança do país.

Veja que é tudo sob os auspícios de uma lei, a mostrar o quanto este instrumento pode ser perigoso.

Algo a se pensar também aqui no Brasil, onde leis inconstitucionais estão virando uma febre.

Um país ainda assombradoNa “Folha de S.

Paulo” de hoje, Fernando de Barros e Silva traz de volta a polêmica do aborto, que não chegou a ir embora depois da infeliz, para o tema, campanha eleitoral.

Parte das entrevistas que as nove ministras mulheres do governo deram à revista “Marie Claire” na comemoração de 20 anos da publicação.

A todas foi perguntado se “é a favor da legalização do aborto”.

De todas, apenas duas, Miriam Belchior (Planejamento) e Ana de Hollanda (Cultura), responderam com todas as letras, colocando-se a favor da mudança.

As demais tergiversaram, para usar uma das palavras prediletas da presidente durante a campanha.

Mostra de que esta campanha eleitoral, apesar de ter eleito a primeira presidente mulher do Brasil, foi também um desserviço dos homens ao País.

Publicando legendasO “Estadão” entrevistou neste domingo a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, que desde que tomou posse não conseguiu fugir de polêmicas e pouco lisonjeiras manchetes.

Clara e direta, Ana usou bem o espaço que lhe foi dado e que, até então, como ela mesma reconheceu, não havia tido.

Também conseguiu definir quais os desafios maiores de seu ministério: Lei Rouanet e direitos autorais, dedicando poucas linhas à confusão aprontada por Emir Sader, ex-quase-diretor da Fundação Casa de Rui Barbosa.

A ministra, com certo sucesso, colocou legenda nas variadas manchetes que agitaram este seu início de gestão.

Sem solução (1)A ministra conseguiu definir bem quais os problemas que vê hoje na cultura brasileira: a Lei Rouanet e a política e legislação de direitos autorais.

Mas, apesar da clareza e força que colocou em sua entrevista, Ana de Hollanda não apresentou soluções para nenhum dos dois problemas.

Sim, é verdade que o Brasil está viciado na Lei Rouanet, que vem sendo utilizada de maneira equivocada, ajudando quem não precisa de ajuda ao invés de democratizar a produção cultural.

Problemas que, desde o início, quando a lei ainda estava sendo discutida, já eram apontado por muitos.

Mas a ministra não apresentou alternativas, limitando-se a lembrar que há alterações tramitando no Congresso e a menosprezar a polêmica em torno do incentivo de R$ 1,3 milhão para um blog de Maria Bethânia, definindo-a como mera “tempestade em copo d’água”.

Sem solução (2)Também quando o tema é direito autoral a discussão começou com uma polêmica – a retirada do selo de Creative Commons do site do ministério.

Para Ana, o selo não passava de propaganda em site oficial do governo, o que é proibido.

Com a explicação, a ministra afastou-se, durante a entrevista, da questão ideológica, mas também não apresentou soluções e, muito menos, afugentou a pecha que está ganhando de “ministra do Ecad”, de trabalhar para o mercado e não para a cultura.

Ainda mais porque pareceu mais acessível às reclamações do secretário do Comércio dos EUA, Gary Locke, sobre a questão de liberação dos direitos no Brasil, do que aos diversos grupos que discutem o tema aqui.

Direito autoral, desde que a internet ficou conhecida, é um problema mundial.

Mas, de novo, faltou uma posição, e uma solução.

Sem traduçãoEm outras palavras, a entrevista de Ana de Hollanda, apesar de mostrar as diversas faces da ministra, que não é só uma mulher de voz e jeito delicado, não foi muito além.

Termina-se a leitura sem saber sua posição nos diversos temas polêmicos que já agitaram sua gestão e, portanto, sem conhecer de verdade a irmã de Chico Buarque.

Guerra à especulaçãoAo participar de um fórum para executivos de bancos no Canadá, o diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Luiz Pereira da Silva, defendeu que o governo brasileiro imponha barreiras ao capital estrangeiro, como forma de se proteger da enxurrada de dólares que tem ingressado no País.

O diretor pode estar antecipando alguma nova medida, depois de o Ministério da Fazenda ter ampliado a cobrança de IOF para investidores estrangeiros – atraídos pelos rendimentos estratosféricos proporcionados pelas mais altas taxas de juros do mundo – e do anúncio de que também será elevado o imposto cobrado de empresas e bancos nacionais que contraem empréstimos no exterior.

A equipe econômica faz bem em sobretaxar o capital especulativo, fonte de derramamento de dólares em nossa economia.

Ao mesmo tempo em que encarece os produtos brasileiros vendidos no exterior, a superoferta de moeda americana valoriza ainda mais o real, diminuindo o custo das importações, com impacto negativo sobre a balança de transações correntes (quando o valor das importações de bens e serviços supera o total das exportações).