Jefferson comenta em seu blog sobre faxina de Dilma na área dos transporte

PTB Notícias 26/07/2011, 17:26


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet (www.

blogdojefferson.

com) nesta terça-feira (26/07/2011):A dona da bola Depois de dançar com a vassoura, Dilma resolveu acabar com a brincadeira do PR nos Transportes, levando a bola, da qual é dona.

Anunciou que adotará novo critério pra contratações no ex-reino do PR: em vez de critérios políticos, o governo vai lançar mão da Ficha Limpa, levando à pasta só quem não tiver condenação na Justiça.

As indicações também terão de passar por seu crivo pessoal.

O PR, daí, estaria definitivamente fora dos Transportes.

Quais outras pastas são consideradas estratégicas por Dilma? Que outros Valdemares perderão seu reino? Dividir para conquistarNos oito anos de pragmatismo mesquinho do governo Lula seria impossível imaginar que um aliado fosse alvo de tão grande golpe como é agora o PR.

O temor era perder os 40 votos que o partido tem na Câmara; a tática era a do afago.

Mas Dilma não é Lula e pode sair-se como melhor negociadora política.

Planeja adotar uma velha tática de guerra: dividir para conquistar.

O alvo do governo não é o PR em si, mas Valdemar da Costa Neto.

Por isso, já chegam os jornais recados de que Dilma procurará novas formas de negociar e dialogar com o partido.

O senador Blairo Maggi, padrinho de Pagot, conquistou pontos na crise.

O também senador Clésio Andrade vai pela mesma estrada.

E ninguém acredita que, unido ou dividido, o PR largue de verdade a saia da presidente.

ProvidencialÉ.

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já dá para dizer, pelo menos, que a crise nos Transportes, iniciada por matéria da revista “Veja”, foi no mínimo providencial para Dilma.

Com uma só tacada, ela retomou território no governo, conquistando um importante e rico ministério, e ainda devolveu ao ostracismo Valdemar da Costa Neto, que antes, e graças a Palocci, andava de novo pelo Planalto.

E a revista que sonha em derrubar a República pode acabar recebendo um bilhetinho de agradecimento de Dilma.

Dança da vassouraA presidente Dilma não é a única a colocar a mão na massa e providenciar uma faxina, também o Tribunal de Contas da União quer fazer a dança da vassoura e seu alvo é o Congresso.

De acordo com o “Estadão”, o TCU elaborou relatório sigiloso defendendo o fim de negócios envolvendo empresas de parlamentares com o poder público federal.

Baseia-se no Artigo 54 da Constituição, que veta tais contratos.

Como sói acontecer, o relatório, apesar de sigiloso (e sabe-se lá porque é sigiloso), vazou e trouxe uma notícia suculenta para os jornais: a Procuradoria da Fazenda Nacional, em São Paulo, aluga o prédio de sua sede de uma empresa do deputado Paulo Maluf (PP-SP).

A lista não começa nem termina em Maluf, havendo uma série de irregularidades na contratação pública, que ainda não vazaram, com o TCU aconselhando, em sua decisão, que a Justiça Eleitoral aperfeiçoe a fiscalização do cumprimento da Constituição quando da diplomação de parlamentares.

Fora do ritmoO destaque da notícia do “Estadão” foi Maluf.

A bronca do TCU, contudo, foi dirigida à Justiça Eleitoral.

Apaixonados pela inconstitucional Lei da Ficha Limpa, os juízes parecem ter esquecido não só a garantia constitucional da presunção de inocência, mas todo o resto da Constituição Federal.

E viva o monopólio!Sabe-se lá se é porque a crise no Ministério dos Transportes continua apresentando grandes jogadas ou por qual outra razão, mas a matéria da revista “Época” sobre a Agência Nacional de Petróleo (ANP), cujo diretor é Haroldo Lima, militante histórico do PCdoB, não está fazendo o mesmo sucesso.

Não dá para dizer que o petróleo não é tão ou mais estratégico que os Transportes, mas todos os olhos, principalmente da imprensa, parecem cegos para qualquer coisa que não seja Pagot, Dnit e PR.

A oposição chegou a sonhar, conta o Painel da “Folha”, com a ida de Lima, em pleno recesso, ao Congresso para falar sobre as suspeitas de corrupção, mas encontrou o líder do governo na Câmara, Cândido Vacarezza, pelo caminho, fazendo com que o potencial escândalo ganhasse pelo menos uma notinha hoje.

Uma coisa é certa, Lima deve estar comemorando o monopólio dos jornais pelos Transportes.

Empresariado descontenteDilma reúne nesta terça o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o “Conselhão”, no momento em que o empresariado sobe o tom das críticas à política cambial oficial.

A “Folha de S.

Paulo” informou ontem que entidades empresariais têm recebido reclamações de filiados se queixando da falta de acesso à presidente.

Mais intensas ainda são as reclamações sobre as dificuldades enfrentadas a partir da valorização do real.

Na reunião, Dilma deverá ouvir também lamúrias sobre perda de competitividade da indústria devido a deficiências na infraestrutura, a elevada carga tributária, o excesso de burocracia, a desvalorização do dólar frente ao real, entre outras.

Na entrevista que concedeu à imprensa na última sexta-feira (22), Dilma anunciou que vai apresentar proposta de uma nova política industrial, a ser divulgada em agosto.

Para industriais e empresários, a iniciativa será bem recebida se contiver medidas que melhorem a competitividade, a desoneração dos investimentos e exportações, mas principalmente, de defesa comercial que ajudem a compensar a diferença no câmbio.

O recado já foi dado.

Que venha então a nova política industrial.

Parceria bem-vindaCercada por ministros e governadores do Nordeste, a presidente Dilma Rousseff saiu da toca de Brasília e lançou ontem, em Alagoas, o Pacto pela Erradicação da Miséria no País.

Dilma destacou que, do início de 2003 até maio de 2011 (governo Lula), foram retiradas 39,5 milhões de pessoas da miséria, população equivalente a uma Argentina.

“Apesar de ter sido uma grande vitória, ainda restam 16 milhões de pessoas [em situação de extrema pobreza].

É um Chile”, comentou a presidente.

Por meio de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o governo federal dará preferência à compra de produtos de pequenos produtores rurais familiares para a produção de merenda escolar, fortalecendo o setor.

“Vamos transformar o potencial que existe na merenda escolar em demanda para a agricultura familiar mais pobre”, afirmou, garantindo ainda o repasse de R$ 1 bilhão à compra da merenda no Nordeste (região que lhe deu 10 dos 12 milhões de votos com os quais ela derrotou o tucano José Serra em 2010).

Dilma informou que o governo pretende também instalar 750 mil cisternas na região até 2012, por intermédio do programa “Água para Todos”, que ela quer que tenha o mesmo êxito do “Luz para Todos”.

Show de bola, nossos irmãos nordestinos precisam vencer o desafio das desigualdades.

Espero que outras regiões, igualmente necessitadas, sejam beneficiadas.

A cruzada de ObamaBarack Obama usou ontem sua principal arma para pressionar os republicanos por um acordo para elevar o teto da dívida pública dos EUA, hoje em US$ 14,3 trilhões: sua reconhecida capacidade de se comunicar diretamente com a população.

Em rede nacional de TV, Obama alertou a população para o “perigoso jogo” dos opositores, além de pedir a ajuda dos norte-americanos para pressionar o Congresso.

Quando se trata de convencer, Obama é campeão; e está certo em procurar engajar a população em sua luta contra os desvarios republicanos.

Afinal, foram eles que, depois de oito anos desastrosos de George W.

Bush, quebraram os EUA, seja fazendo do país uma máquina de guerra seja cortando impostos dos ricos seja fazendo vista grossa aos excessos do mercado, que acabou na crise financeira de 2008.

Como os republicanos não possuem um nome forte para concorrer em 2012, buscam emparedar os democratas a partir do imbróglio orçamentário.

Pelo visto, o mundo ficará com a respiração em suspenso até o fatídico dois de agosto, quando vence o prazo para o aumento no limite de endividamento dos Estados Unidos.

Seis por meia dúziaEm sua coluna Poder Online, no site IG, Tales Faria afirma que o governo federal já estaria sondando possíveis substitutos para Tereza Cruvinel na presidência da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), já que seu mandato expira em outubro.

Segundo Tales, um dos cotados para substituir Tereza é o ex-ministro Franklin “controle social da mídia” Martins.

Se confirmada a informação, a EBC vai trocar seis por meia dúzia.

Farra sem data pra acabarO dólar, que abriu a semana fechando, pela primeira vez desde 1999, abaixo de R$ 1,55, nesta terça já está sendo comercializado a R$ 1,53.

E como a forte valorização do real nos últimos dias vem ocorrendo por conta basicamente do novo aumento na taxa Selic e pela possibilidade de calote da dívida norte-americana, no mercado financeiro especula-se que até o dia dois de agosto o dólar já estará cotado a R$ 1,50.

Agora, caro leitor, se você for olhar nos sites das companhias aéreas que fazem voos baratos Brasil- Estados Unidos, verá que não há passagens disponíveis até dezembro.

A “caravana Miami” está lotada até na fila de espera.

O povo não é bobo.

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O jornalista Guilherme Barros divulgou o resultado de pesquisa realizada pela empresa GFK, revelando que 68% dos brasileiros acreditam que o Brasil não tem estrutura para sediar uma copa do mundo.

Segundo os entrevistados, entre os principais gargalos está o problema dos aeroportos.

O povo é sábio, e nem precisaria de pesquisa de opinião para saber o que pensa sobre a preparação do País para a Copa do Mundo; bastaria levantar o assunto em bares, restaurantes, padarias e bancas de revista para saber como as pessoas estão vendo as obras (ou a falta delas) em estádios, aeroportos e nas intervenções de mobilidade urbana (transporte, estacionamento etc).

Em relação à Copa, o povão está com um olho no peixe e outro, ainda mais aberto, no gato.

Uruguaios em festaO Uruguai vive um bom momento.

Depois do merecido título da Copa América, em que a turma comandada por Forlán e Suárez fez a festa nos campos da Argentina, o país recebeu outra boa notícia: a agência de classificação de risco Standard and Poor’s elevou o rating da economia do país, deixando-a a apenas um degrau do grau de investimento, que representa uma espécie de selo de qualidade que indica a baixa probabilidade de o emissor de dívidas dar calote.

Hoje em dia, coisa de dar inveja aos EUA.

Luz já está quase vermelhaNão é de hoje que alertamos, neste blog, sobre a lentidão nas obras para a Copa do Mundo de 2014.

Um exemplo está na nota que reproduzimos abaixo, publicada em 18 de agosto de 2009, há quase dois anos, e algum tempo depois que a Fifa anunciou as cidades-sede dos jogos da competição:”Copa do Mundo 2014: luz amarela acesa Já se vão três meses desde que a Fifa anunciou as cidades que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014, e de lá pra cá pouco ou nada foi feito para o início das obras necessárias à realização do evento.

Fato é que nem o governo federal nem os estaduais traçaram ainda um cronograma de obras, e ninguém se arrisca a dizer até mesmo quanto o País terá que gastar para sediar a competição.

Em audiência realizada na Câmara, membros da Associação Brasileira da Infraestrutura e das Indústrias de Base expuseram um diagnóstico preocupante: as 12 cidades que vão sediar os jogos – que têm sérios problemas de infraestrutura – entregaram à Fifa projetos de construção de caros e modernos estádios, e estão enfrentando dificuldades para conseguir financiamento.

Esse filme a gente já assistiu na época do Pan 2007 no Rio, e todo mundo sabe como acaba: na área de crédito do BNDES.

” Confirmando a profecia, hoje não só o BNDES tem oferecido crédito para a construção de estádios (R$ 5 bilhões), assim como o tesouro de São Paulo – do estado e do município.