Jefferson comenta participação dos movimentos sociais nas manifestações

PTB Notícias 20/06/2013, 16:07


Leia abaixo os comentários do líder petebista Roberto Jefferson, publicados nesta quinta-feira (20/6/2013) em seu blog (www.

blogdojefferson.

com).

O teste das ruas Movimentos sociais pró-governo (CUT, UNE, MST) pretendem aderir às ruas hoje.

Querem comemorar a revogação dos aumentos das passagens, reivindicar a reforma política, protestar contra a Rede Globo, pedir a tal “democratização dos meios de comunicação”, entre outras bandeiras.

Será um teste de fogo para quem um dia já dominou as ruas e hoje ignora como vai ser recebido pelos novos “donos” do pedaço.

Serão recebidos por eles como uma força a mais pela causa ou intrusos que conspurcam o ideal a ser preservado? Portarão bandeiras ou ficarão anônimos?Termômetro Marina Silva participa do Fórum Mundial de Sustentabilidade, em Foz do Iguaçu, amanhã.

Avessa a partidos, apesar de estar criando um, o Rede Sustentabilidade, há expectativa sobre qual mensagem ela vai passar às ruas (será que as ruas querem ouvir o que Marina tem a dizer?).

Em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto à presidência em 2014, Marina é candidata a obter dividendos com as manifestações que se espalham por todo o País, se é que os políticos vão conseguir capitalizar algo com elas.

O rei da confusão O presidente da Fifa, Joseph Blatter, não se cansa de falar asneiras.

A última foi dizer que a Fifa não pode ser culpada de nada do que está acontecendo no Brasil, porque “foram vocês que quiseram fazer a competição aqui” (como se não interessasse à entidade faturar bilhões em solo brasileiro).

E revoltado com o que considera uma “injustiça” dos brasileiros, pegou um avião e foi acompanhar na Turquia a abertura do Torneio Mundial Sub-20.

Os turcos, que assim como aqui andam protestando com veemência, vão acabar dizendo lá o mesmo que os torcedores gritam aqui: “Cala a boca, Blatter!”.

Mais do mesmo Pesquisa CNI/Ibope, divulgada ontem, é quase uma cópia das duas que saíram no começo do mês (Datafolha e CNT/MDA).

Mostra uma queda de oito pontos na popularidade da presidente Dilma.

Assim como nas demais sondagens, na CNI/Ibope a presidente tem a popularidade atingida por fatores como inflação, boatos e confusões no Bolsa Família, alta dos juros, o PIB que só emagrece, fraudes no Minha Casa Minha Vida.

A destacar a ligeira queda de aprovação de Dilma no Nordeste, embora ainda dentro da margem de erro.

O dado mais importante dessa pesquisa, entretanto, está no período em que foi realizada: de oito a 11 de junho.

Ou seja, as manifestações recentes tiveram zero de influência nas respostas.

As próximas sondagens vão trazer muitos recados e clarear um pouco o cenário.

Vale o registro A TV Globo encontrou o tom do noticiário em relação às manifestações.

No início a emissora passava a impressão de estar mais interessada em criar um clima de oba-oba com o futebol, deixando os protestos em segundo plano.

Ouvidas as vaias e compreendidas as críticas nas redes sociais e nas ruas, a Globo agora acompanha com a isenção jornalística esperada os atos que não param.

Mas podia ter evitado o desgaste.

Dia histórico Um dia depois de as prefeituras de Rio e São Paulo reduzirem os preços das passagens de ônibus, metrôs e barcas, seguindo as demais e como queriam os manifestantes, haverá manifestações em mais de 80 cidades, com a chance de reunir mais de 500 mil pessoas nas ruas.

Embora se louve o início das negociações entre manifestantes e autoridades que antes não admitiam conversar, muito menos recuar nos aumentos, no momento isso não basta.

O buraco é mais embaixo.

A população não se sente atendida por serviços públicos de qualidade, apesar de a arrecadação crescer a cada ano, batendo sucessivos recordes.

Que os governantes (em nível nacional, estadual ou municipal), a classe política, os representantes do Judiciário e as instituições em geral abram os olhos e apurem os ouvidos para o ensurdecedor barulho que virá hoje das ruas.