Jefferson comenta PEC dos vereadores, demissão de Agaciel e criação de CPI

PTB Notícias 3/03/2009, 13:32


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet ( (http://www.

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com) nesta terça-feira (03/3):Dever de casa O presidente do Senado, José Sarney, decidiu retirar do STF a ação que obrigava a Câmara dos Deputados a promulgar a emenda que cria mais de sete mil cargos de vereadores.

Sarney não entrou no mérito da emenda, apenas afirmou que pretende “desjudicializar a política” retirando a proposta.

O senador está certo: não adianta reclamar da atuação do STF se são os próprios senadores e deputados que não se cansam de mandar suas divergências para o tribunal.

As mudanças começam dentro de casa e Sarney, ao que tudo indica, começa a fazê-las.

Transparência já!Assim que passar o burburinho da exoneração do diretor-geral do Senado, Agaciel Maia (acusado de omitir patrimônio à Receita Federal), os senadores precisam se debruçar na elaboração de uma regra interna que impeça a perpetuação de funcionários públicos no poder.

Pelo tamanho do orçamento do Senado, maior inclusive do que várias capitais do País, não se pode permitir que um funcionário de carreira estabeleça um império construído à custa de favores.

Que a saída de Agaciel sirva para criar maior transparência na gestão administrativa do Senado Federal.

Uma brechaEntre a discussão sobre os fundos de pensão, com acusações mútuas entre governo e PMDB iniciada na briga pelo controle do Real Grandeza, fundo de Furnas, os tucanos finalmente acharam uma brecha.

Enquanto alguns se digladiam, eles surgiram com a idéia de pedir a intervenção no Real Grandeza (por que não em todos os fundos de pensão, como deseja o PMDB, e a partir da CPI dos Correios?).

O escândalo está aí, esperando para acontecer, e os tucanos o ganharam de presente do governo e de seus aliados.

CPI pra quê?Enquanto o PMDB promete instalar uma CPI para investigar fundos de pensão, outras CPIs agonizam, e só não foram encerradas por falta absoluta de quórum até mesmo para realizar uma única sessão.

Tanto a CPI dos Grampos como a das ONGs já perderam por completo o foco inicial da motivação de sua criação, e apenas aguardam uma oportunidade para serem encerradas sem deixar saudades.

Por isso é preciso cuidado na hora de se alardear a criação de mais uma comissão.

Se não for para atingir resultados concretos, para melhorar o controle e a transparência no uso de recursos públicos, para o aperfeiçoamento da democracia, melhor nem começar a coletar assinaturas.

A população já está cansada de CPIs que se prestam apenas à luta política.

De volta a guerra do café com o leiteA disputa entre os governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) para ver quem será o candidato tucano à sucessão de Lula em 2010 chegou à imprensa, em um revival digno dos tempos em que paulistas e mineiros lutavam pelo poder nacional, durante a República Velha.

O estopim foi o artigo do jornalista Mauro Chaves no Estadão, em que este ironiza o governador mineiro e tece loas ao paulista.

Como se achasse pouco, Chaves ataca a imprensa mineira, dizendo que “em Minas imprensa e governo são irmãos xifópagos.

Em São Paulo, ao contrário, não só Serra como todos os governos e governadores anteriores sempre foram cobrados com força, cabresto curto, especialmente pelos dois jornais mais importantes.

Neste aspecto a democracia em São Paulo é mais direta que a mineira (assim como a de Montoro era mais direta que a de Tancredo)”.

Pronto, a partir daí, como diz o Correio Braziliense (do mesmo grupo empresarial do Estado de Minas, os Diários Associados), “é guerra”.

Na edição de hoje, as duas publicações só mudam o título, mas repetem o mesmo texto para atacar o articulista e o jornal.

Veja: O Estado de Minas: “Bobo da corte – Mauro Chaves, articulista de O Estado de S.

Paulo que se diz jornalista, advogado, escritor, pintor e administrador de empresas, vai colocar no rodapé de seus artigos uma nova credencial: a de bajulador.

Com seu texto primário, senil e irresponsável, o novo bajulador não passa de um bobo da corte a serviço de um jornal que há anos procura um comprador.

“Correio Braziliense:”É guerra – Mauro Chaves, articulista de O Estado de S.

Paulo, que se diz jornalista, advogado, escritor, pintor e administrador de empresas, vai colocar no rodapé de seus artigos uma nova credencial: a de bajulador.

Com seu texto primário, senil e irresponsável, o novo bajulador não passa de um bobo da corte a serviço de um jornal que há anos procura um comprador.

“Kátia, a guerreiraCom sua ação política de oposição, o DEM se firma como potencial parceiro de qualquer presidenciável que pense em confrontar a ministra Dilma Rousseff nas urnas.

E para disputar o voto feminino, os democratas contam com o nome da senadora Kátia Abreu, que em poucos meses à frente da presidência da Confederação Nacional da Agricultura já balança as estruturas de uma entidade que costumava se mover com grande lentidão.

Kátia se movimenta para modernizar o agronegócio brasileiro, lançando as bases de um plano que promete revolucionar a política agrícola do País e a relação entre agricultores, governo e sistema financeiro.

A senadora do Tocantins já se impõe como o nome para uma chapa PSDB-DEM contra o PT.

Aos poucos, as mulheres vão chegando, ocupando espaços.

Mulheres são sempre tudo de bom.

Paim desconfiadoO senador Paulo Paim tem se mostrado preocupado com a possibilidade dos seus projetos que beneficiam aposentados e pensionistas irem parar no fim da fila das prioridades na Câmara.

Apesar do presidente Michel Temer ter prometido não deixar fora da pauta os assuntos polêmicos, nos bastidores há uma pressão para que os projetos sejam postergados.

Paim tem se esforçado em telefonar para deputados do governo e da oposição, com o objetivo de garantir apoio às suas propostas, já aprovadas no Senado.

Os projetos de Paim, junto com o que prevê o fim do fator previdenciário, são fundamentais para recuperar o valor das aposentadorias e pensões, que sofreram achatamento nas últimas décadas.

Espero que o pragmatismo petista não enterre as esperanças dos aposentados de todo o País.