Jefferson comenta sobre comenta sobre dificuldades para votação da LDO

PTB Notícias 16/07/2012, 16:43


Leia, abaixo, os comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados nesta segunda-feira (16/7/2012) em seu blog ( (http://www.

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E “tome love”.

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Questionado sobre sua relação com Dilma, o presidente da Câmara, Marco Maia, afirmou que a mesma anda na base do “toma love o dia inteiro”, citando uma conhecida música sertaneja (“O Globo”).

Pois nesta semana pré-recesso ele terá dois dias inteiros para “tomar love” com a presidente, ainda mais se conseguir cumprir o que prometeu ao Planalto: mobilizar as bancadas para votar, até amanhã, o projeto da LDO e as MPs 563 e 564, do Plano Brasil Maior.

Dilma só vai acreditar no “amor” de Maia se o petista lhe entregar essas votações em uma bandeja de prata.

Aposentados também querem “love” Ainda na entrevista que concedeu ao jornal, Marco Maia voltou a defender a aprovação (urgente) do projeto que acaba com o Fator Previdenciário.

Ele defendeu um entendimento para que o atual dispositivo seja extinto e substituído por outro que não onere as contas públicas e ao mesmo tempo restabeleça a justiça para trabalhadores e aposentados.

Marco Maia revelou ainda que tanto no site da Câmara dos Deputados como nas chamadas recebidas pelo telefone de atendimento ao cidadão, o fim do Fator é o campeão dos comentários.

Só precisa agora que Maia “tome love o dia inteiro” com os aposentados e pensionistas, para que seja extinto de uma vez por todas este nefasto mecanismo.

A falta de rumo em números A CPI do Cachoeira vai passando sem revelações ou novas bombas e o site de “Veja” colocou isso em números: passado metade do prazo de existência da CPI apenas 8% das pessoas convocadas de fato falaram e foram ouvidas.

São, ao total, 109 convocados, dos quais apenas 24 compareceram.

Destas, 15 pessoas permaneceram em silêncio.

E há ainda que vá bater às portas do STF querendo ouvir o silêncio de todas.

Mais fácil seria perceber que insistir que as pessoas se autoincriminem não irá levar a lugar nenhum.

O apagar das luzes E como bem lembra o site da revista, após o recesso a CPI já terá andado metade de seu caminho e terá, ainda, de disputar espaço com as eleições e o julgamento do mensalão.

E mesmo que o governo e, principalmente, o PT estejam dispostos a queimar pontes e derrubar castelos para fazer notícia em época tão conturbada – e é bom lembrar que a CPI só nasceu, na mente do PT, para competir por espaço com o mensalão exatamente nas eleições – vai ser difícil ganhar manchetes no mês de agosto.

A fila que não anda O alvo da vez é o governador de Goiás, Marconi Perillo, que falou na CPI, mas não disse nada.

Na fila estão ainda o ex-presidente da construtora Delta, Fernando Cavendish, que pouco ou nada deve falar, somando-se aos que ficaram em silêncio, e o ex-diretor do Dnit, Luiz Antonio Pagot, faxinado pelo governo e que, ao contrário, anda prometendo falar pelos cotovelos.

Por fim, após o recesso a comissão pode mudar o foco e mirar a própria Casa, ouvindo os deputados que também se enroscaram com o bicheiro, dentre os quais está Protógenes Queiroz (PCdoB-SP).

O ex-delegado da Satiagraha pode ainda estar contaminado pela crença da impunidade do poder concursado e é capaz de ser o único a de fato agitar a CPI, que contudo faria melhor em olhar os documentos que brigou para ter.

Pouco ou quase nada Nesta segunda foram completados 83 dias que a CPI foi instalada com o objetivo de investigar as relações promíscuas entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados.

A Comissão gastou praticamente metade do período previsto para a investigação (180 dias) e nada produziu de concreto até agora.

A quebra de sigilo já rendeu algumas denúncias na imprensa, principalmente contra o governador de Goiás, Marconi Perillo, e principalmente contra a Delta Construções.

Há muito ainda há a ser averiguado, como relatórios do Coaf, quebras de sigilo bancário e telefônico e horas e horas de gravações feitas pela Polícia Federal.

Mas a se levar em conta o ritmo atual, a CPI terá que ser prorrogada até 2014 para conseguir “ouvir” todas as testemunhas convocadas e degravar os áudios da PF.

Mais correto supor que pedirão a cabeça de Marconi ao final dos 180 dias, e em troca entregarão Cavendish e a Delta para a guilhotina.

E olhe lá.

Os promotores da hora Motivados pela reportagem de “Época”, os senadores Pedro Taques (PDT-MT) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) apresentarão na CPI do Cachoeira requerimento pedindo a reconvocação do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

Os senadores querem que Perillo explique denúncia sobre o suposto recebimento de dinheiro para favorecer o cronograma de pagamentos para a Delta.

O dinheiro estaria embutido na venda de uma casa de Perillo ao bicheiro goiano.

O vice-presidente da comissão, o deputado petista Paulo Teixeira, foi além, e defendeu o indiciamento do governador.

“Tem muitos tipos penais em que ele será enquadrado”, adiantou Teixeira.

Como eu disse ontem no blog, o PT já não tem mais qualquer pudor em mostrar qual é o seu objetivo com a CPI, mesmo que para isso tenha que fazer terra arrasada com a Delta.

Montanha pariu um rato O destaque do “Fantástico” foi a entrevista com a ex-primeira-dama Rosane Collor, anunciada durante todo o programa (e a semana inteira).

Rosane está preparando um livro em conjunto com um jornalista e, definindo-se como um arquivo vivo, prometeu grandes revelações sobre os anos de poder.

Ontem, porém, Rosane nada disse de relevante.

Demonstrou apenas que o que lhe interessa é elevar o valor da pensão que seu ex-marido lhe paga (hoje em R$ 18.

000).

Voltou a repetir que o ex-presidente Fernando Collor fazia “magia negra” na Casa da Dinda contra seus inimigos (na verdade, rituais de umbanda).

Disse também que PC Farias, ao contrário do que foi dito à época, frequentava a casa do casal quando Collor estava na Presidência.

O cravo esperado Como Collor anda disposto a brigar com toda a imprensa na CPI de Cachoeira, não é surpresa que seja alvo de uma estranha entrevista, ou melhor, do destacado lançamento de um livro.

Caixinha de campanha Lula recebeu mais uma multa, novamente no valor de R$ 5 mil, por propaganda antecipada.

Antes já havia engordado o caixa da Justiça Eleitoral ao ser multado, no mesmo valor, pela campanha antecipada de Haddad, seu ungido em São Paulo que o acompanhou no programa do Ratinho (SBT).

Agora a multa vem do Rio de Janeiro, onde Lula também teria feito campanha fora de hora para Eduardo Paes (PMDB), que tenta a reeleição.

Enxugando gelo O PT e aliados devem ter um caixinha para as multas que servem, antes de mais nada, para contar a mais eleitores quem são os ungidos do ex-presidente que é, ainda hoje, mesmo perdendo popularidade, o maior cabo eleitoral atual.

De fato, estas picuinhas na Justiça Eleitoral são mais inúteis que enxugar gelo.

A ONU e o lamaçal da Síria A semana começa com a ONU sem saber o que fazer para resolver a crise na Síria, que dura 16 meses e já ceifou mais de 16 mil mortes nos confrontos entre tropas do regime de Bashar Assad e os rebeldes.

O emissário das Nações Unidas, Kofi Annan, fará nova tentativa para convencer Rússia, China e Irã a aceitarem uma intervenção externa para conter a onda de violência, mas o presidente russo, Vladimir Putin, continua a se mostrar irredutível em não apoiar qualquer iniciativa armada para derrubar o aliado Assad.

Do outro lado do Atlântico, Barack Obama, apesar de condenar o regime sírio, não faz menção de apoiar a intervenção, inclusive tem sido alvo de protestos de grupos rebeldes e oposicionistas da Síria, que dizem ser “inaceitável” que o presidente dos Estados Unidos espere o fim da campanha eleitoral para endurecer sua posição.

Enquanto a diplomacia se move lentamente, vidas continuam sendo perdidas nos massacres promovidos por Assad.

A Síria vive uma guerra civil, mas ninguém quer assumir a responsabilidade de pôr fim a ela.