Jefferson comenta sobre movimentos de Eduardo Campos e royalties

PTB Notícias 10/03/2013, 14:42


Leia abaixo comentários de Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet ( (http://www.

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com) neste domingo (10/03/2013):Frevo com pimenta Segundo o “Estadão”, Dilma cortou verbas de Pernambuco, governado por Eduardo Campos.

Em 2012, foram R$ 219 milhões, menor repasse desde 2006, quando o PMDB, opositor do PT, era governo (com Lula, auge da aliança PT-PSB, o dinheiro jorrava e o estado bateu recordes de crescimento).

Além da tentativa de plantar a cizânia no PSB, Dilma usa contra Campos a tática do pires na mão utilizada contra Beto Richa.

Não se sabe se Campos vai ao rio beber água, recorrendo a Dilma por mais verbas, ou se este será mais um motivo para ele ser candidato em 2014.

Dilma joga com as brancas Consumadas as eleições na Câmara e Senado, os estrategistas e operadores políticos do governo Dilma, Lula à frente, podem enfim concluir o xadrez da reforma ministerial.

E o terão feito com a máquina de calcular na mão, somando e subtraindo os tempos de TV de aliados e de prováveis adversários em 2014, indicando a correlação de forças da sucessão no seio do governo.

Oficialmente, Dilma terá feito o primeiro movimento no xadrez eleitoral – por óbvio ela joga com as peças brancas, que têm a primazia de iniciar o jogo, como ela já vem fazendo, seja como presidente, ao impulsionar a economia com estímulos aos investimentos privados e desonerações de setores escolhidos a dedo para deter a inflação, seja na TV, com seus pronunciamentos políticos cuidadosamente planejados.

O grande desafio petista, porém, será usar a dose correta para não permitir que a coalizão de partidos que elegeu Dilma, especialmente PMDB, PDT, PR, se desfaça, além de ser capaz de atrair neoamigos como o PSD de Kassab.

Afinal, o que não falta é urubu de olho na carniça.

Para o bem e para o mal O mais instigante da eleição de 2014 é que ela veio embalada em uma caixa especial.

Toda eleição tem seus mistérios e surpresas, mas esta parece nos guardar sortilégios mil, tal a complexidade que envolve a sociedade hoje.

Um desafio para os gênios do marketing.

E deles a eleição de 2014 será pródiga.

O curto e o longo prazos Derrubado pelo Congresso o veto de Dilma ao projeto dos royalties do petróleo, e a imediata reação dos estados produtores, que perdem bilhões com a decisão, segue a disputa que ninguém sabe onde vai dar.

O governador Sérgio Cabral tem agido com firmeza, os políticos prometem colaborar taxando petrolíferas para diminuir as perdas impostas pelo veto enquanto outras tantas saídas estão sendo examinadas.

Quero destacar, porém, que o debate a ser travado em torno do Pacto Federativo, que o Congresso tem se esquivado de travar, é o espaço ideal para que se chegue à solução que empate esse jogo, evitando embates futuros.

Dos outros Poderes Com a sucessão de 2014 nas ruas, do Palácio do Planalto se espera que saia da neutralidade e ajude a buscar o consenso entre as partes.

E do STF, que apenas e simplesmente cumpra a Constituição.