Jefferson fala sobre números fracos da economia e perspectivas para Selic

PTB Notícias 29/05/2013, 16:24


Leia abaixo os comentários do líder Roberto Jefferson, publicados nesta quarta-feira (29/5/2013) em seu blog ( (http://www.

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A bola agora está com o Copom PIB do 1º trimestre de 2013 cresceu 0,6% em relação ao trimestre anterior, e 1,9% na comparação com o mesmo período de 2012, diz o IBGE.

O número frustrou o BC e o mercado, que estimavam crescimento de 1,05% em relação ao 4º trimestre de 2012.

A indústria continua sendo o patinho feio no cálculo das riquezas produzidas até março, com queda de 0,3%, e o consumo das famílias, antes pujante, empacou.

A boa notícia veio do setor agropecuário, que avançou 9,7%.

Com Pibinho de 0,6%, será que o Copom eleva os juros em 0,5%, como espera o mercado?Dragão em fogo brando Enquanto as atenções se voltam para o Comitê de Política Monetária, surge um novo indicador que vai ajudar a autoridade monetária a ter mais clareza do cenário econômico-financeiro.

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), da FGV, ficou estável em maio, após elevação de 0,15% em abril.

Já a variação de preços no atacado, segundo o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), também da FGV, registrou deflação de 0,30% em maio, após recuo de 0,12% em abril.

O quadro geral que os membros do Copom têm na mesa, portanto, é esse: crescimento ainda lento (em torno de 2,2% ao ano, em vez dos 3% previstos) e inflação estabilizada no teto da meta.

E sem repiques.

Vale a palavra A pressão foi grande, os debates, acalorados, o entendimento sobre prazos, difícil, e a exigência de fidelidade, exacerbada.

Mas, ao final, o presidente do Senado, Renan Calheiros, exigiu o consenso dos líderes para decidir sobre a leitura de duas medidas provisórias que extrapolaram o prazo de sete dias de validade.

E como consenso não havia, Renan decidiu por não dar prosseguimento à tramitação das MPs, o que as levará ao arquivo.

Renan decidiu manter a palavra empenhada, preservando a já desgastada imagem do Congresso.

Fissuras na base Com a confusão em torno das medidas provisórias no Senado, ontem, mais uma vez ficaram expostas as dificuldades que o governo enfrenta com a base aliada.

Ontem, as lideranças governistas tiveram dificuldade em garantir o quórum para a votação das duas MPs (a 597 e a 600), e só conseguiram depois da marcação de presença de oposicionistas.

Base de apoio não pode ser confundida com base de manobra.

Há que se manter aberto o canal do diálogo, da negociação, do entendimento.

As lideranças governistas precisam se sentar no divã para avaliar aonde estão errando.

Freio de arrumação A atitude de Renan Calheiros foi contestada por líderes governistas, mas, na verdade, os dois lados tinham razão.

Nem Renan errou ao impedir a tramitação das MPs, nem os governistas ao alegar que a confusão mora na falta de definições claras sobre prazos, o que inclui os sete dias aventados por Renan, norma não escrita.

Hoje as comissões especiais, o ponto de partida das MPs, por exemplo, não possuem prazo definido para examiná-las, razão pela qual demoram a chegar à Câmara.

O episódio expõe a urgência com que o Congresso precisa negociar a PEC que disciplina a tramitação das medidas provisórias.

De autoria do senador José Sarney, a proposta foi aprovada há mais de um ano e meio no Senado, porém empacou na Câmara, devido a resistências de cunho político-eleitoral com o relator da proposta, o tucano Aécio Neves.

Se algo não for feito, a confusão vai continuar, e o prejuízo maior será para o governo, como ocorreu esta semana.

Confusões à espreita Enquanto o Congresso não consegue disciplinar a tramitação das medidas provisórias, e agora que ficou consagrada a norma do Senado de rejeitá-las com menos de sete dias do prazo de validade, novos problemas podem surgir para o governo em relação às MPs próximas de expirar.

A MP 606, por exemplo, vence no dia 18/6, e ainda precisa ser votada na Câmara.

Pior situação é a das 607 (que modifica o chamado “Benefício para Superação da Extrema Pobreza”) e 608 (que implementa as regras de Basileia 3 no Sistema Financeiro Nacional), que vencem no dia 19/6.

Elas nem sequer tiveram os relatórios apresentados nas comissões especiais.

É bom o governo começar a fazer andar, e em ritmo rápido, a PEC que disciplina as MPs.

Primeiros passos Quinto país do mundo em extensão territorial e atualmente sexto maior produtor de minérios, o Brasil se prepara para reformular o marco relatório do setor.

Possuímos grande potencial geológico, a maioria não explorado.

Entre as mudanças em gestação, a transformação do atual DNPM (Departamento Nacional da Produção Mineral) em agência reguladora, a quem caberia “a tarefa de aprofundar estudos que levem a uma alteração do marco regulatório em si”, informa o “Brasil Econômico” (considerada de consenso, a proposta deve seguir ao Congresso na forma de projeto de lei).

Já o “Valor Econômico” adianta que o governo quer assumir a responsabilidade pela pesquisa de minerais considerados estratégicos, que ficaria a cargo da CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), que já tem todo o território brasileiro mapeado geologicamente.

Com a criação de uma agência reguladora, a revisão do sistema de royalties e a renovação das regulamentações, prevê-se que a iniciativa privada vai ampliar maciçamente os investimentos em mineração.