Jefferson vai indicar Lula como testemunha de defesa em processo

PTB Notícias 29/01/2008, 9:43


Em matéria publicada na edição desta terça-feira (29/01), o jornal O Globo revela que o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson (RJ) adotou uma estratégia de defesa que tem como alvo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Roberto Jefferson vai arrolar o presidente como testemunha de defesa.

O objetivo é saber até que ponto o presidente sabia do esquema.

Além disso, os advogados provocaram o Supremo Tribunal Federal (STF) a explicar por que o presidente não foi incluído entre os 40 réus do processo, afirmando que ele foi beneficiário do esquema.

O STF ainda não respondeu.

“Toda aquela história de “eu não sabia” vai ser esclarecida.

O presidente é uma testemunha importante e qualificada, disse Luiz Francisco Corrêa Barbosa, advogado de Jefferson.

A ofensiva de Jefferson contra o presidente começou no dia 14 de setembro, duas semanas após o STF ter aceitado a denúncia contra os 40 réus do processo.

Os advogados de Jefferson pediram à Casa Civil cópias dos registros sobre as providências adotadas por Lula depois de, segundo o ex-deputado, ter sido alertado sobre o esquema.

A resposta veio em 22 de novembro, por meio do secretário de administração do ministério, Norberto Temóteo de Queirós, e certifica que não foi localizado “registro ou protocolo da denúncia ou outro documento”.

“Na reunião o presidente disse que tomaria providências, mas não há registro, disse o advogado.

Em 13 de novembro, os advogados protocolaram um termo de embargo de declaração provocando o STF a explicar por que Lula não foi incluído entre os réus do processo.

“Há uma contradição do STF, já que a tese do mensalão foi aceita”, afirma Barbosa.

O Palácio do Planalto não informou se Lula, que pode escolher local e data para ser ouvido, prestará depoimento.

Segundo o Planalto, a Casa Civil enviou aos advogados de Jefferson cópia de ofício enviado pelo então ministro da Articulação Política, Aldo Rebelo, ao Ministério Público Federal em junho de 2005, depois que o caso veio à tona.

No documento, uma resposta aos questionamentos do MPF sobre o escândalo, Aldo confirma ter participado de reunião com Lula e Jefferson na qual o petebista revelou o mensalão.

Na reunião, Lula teria pedido verbalmente que Aldo e o então líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), atual presidente da Casa, monitorassem os acontecimentos.

Agência Trabalhista de Notícias (com informações da Agência O Globo)