João Vicente admite ser candidato ao governo do Piauí pela oposição

PTB Notícias 1/07/2009, 15:48


A missão do governador do Estado, Wellington Dias (PT), para manter a base aliada do Governo unida não será fácil.

Pelo menos se depender das pré-candidaturas já colocadas para ocupar sua cadeira no Palácio de Karnak.

Até agora são cinco nomes, todos da base governista.

Um deles, o senador João Vicente Claudino (PTB), não descartou a possibilidade de encabeçar uma chapa oposicionista ao governo do Piauí nas eleições de 2010.

“Fazemos parte de uma base.

Mas, primeiro para ser candidato é preciso de uma compreensão do povo porque ninguém pode ser candidato sozinho.

O candidato faz parte do seio do povo, da cristalização dos anseios desse povo para que uma liderança represente um agrupamento político e mostre para o povo mais perspectiva de desenvolvimento e renda.

O meu nome está colocado, e independente de qualquer cenário, continuarei mantendo minhas propostas”, afirmou João Vicente Claudino.

A probabilidade do senador sair pela oposição não é tão distante assim como parece, apesar de todos optarem pelo discurso da manutenção do “time vitorioso do governador Wellington Dias”.

O senador petebista é o que tem a situação mais favorável para viabilizar uma candidatura no próximo ano.

Ele tem o mandato de senador, e, portanto, não precisa afastar-se para se candidatar; pode ser ainda candidato da base do Governo ou se no “time” não for possível, poderá ser aliado da oposição.

“Vamos trabalhar para o entendimento da base, o próprio governador tem buscado esse entendimento entre todos, buscando a união de todas as forças que integram a base.

Fazemos parte de uma base que dá sustentação e apoio ao Governo do Estado e ao governo Lula”, ratificou o pré-candidato ao governo pelo PTB.

Mas, para o parlamentar, tudo também sofrerá influência das coligações nacionais.

Isso quer dizer que as possíveis alianças dependerão da conveniência do senador e do PTB, já que pelas discussões em nível nacional indicam que os petebistas estarão liberados para fazer as alianças.

“Nada pode acontecer de forma individual.

As candidaturas são casadas.

Nós nunca podemos discutir uma campanha de governador dissociada do cenário nacional.

As coligações acontecem de forma nacional e estadual e nunca podemos dissociar esses dois quadros”, frisou o senador.

fonte: Jornal O Dia (PI)