João Vicente Claudino defende educação como base de crescimento econômico

PTB Notícias 19/02/2011, 11:19


O senador João Vicente Claudino (PTB-PI) cobrou investimentos na formação educacional e profissional do trabalhador brasileiro de forma a garantir um crescimento econômico sustentável para o país.

O parlamentar comentou artigo recente do professor de Relações do Trabalho da Universidade de São Paulo (USP) José Pastore, segundo o qual 45% dos desempregados brasileiros são jovens entre 15 e 24 anos.

João Vicente Claudino, entretanto, admitiu que a adequação do ensino ao mercado de trabalho pode levar anos para apresentar resultados, e sugeriu, como medida rápida e viável para diminuir o desemprego de jovens, a redução dos encargos trabalhistas para contratação de pessoas sem experiência profissional.

– Segundo o professor Pastore, basta que se reduzam os encargos de contratação de jovens nessa condição, iguais aos despendidos para contratar um profissional experiente, de 102,43% sobre o valor do salário.

A redução desse percentual para cerca de 60% serviria para quebrar o círculo vicioso entre a falta de contratação e a falta de experiência – comentou João Vicente Claudino.

Nível de escolaridade O parlamentar também destacou em seu discurso a relação entre nível de escolaridade, empregabilidade e remuneração.

Ele citou estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) que revelou o aumento do desemprego nas atividades menos qualificadas, que também são, por tabela, aquelas que têm remuneração mais baixa.

– O desemprego para essa faixa de menor remuneração, com mais baixa qualificação, cresceu 44,2% (de 23,1% para 33,3%), segundo o IPEA divulgou.

Na outra ponta, entre os 10% que ganham mais, o desemprego caiu 57,1% (de 2,1% para 0,9%).

Então, quanto mais qualificado, melhor a remuneração e a oferta de trabalho é muito maior – explicou João Vicente Claudino.

Em aparte, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) elogiou essa reflexão sobre educação, mercado de trabalho e crescimento econômico.

Em relação às atividades menos qualificadas e com baixa remuneração, comentou que essa mão de obra costuma ser formada no próprio batente, o que resulta num serviço mais caro e de pior qualidade.

fonte: Agência Senado