Jorge Côrte Real critica alta carga tributária no Brasil

Agência Trabalhista de Notícias - 26/11/2018, 10:17

Crédito: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

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“É um escárnio o que o brasileiro paga em impostos”, afirmou o deputado Jorge Côrte Real (PTB-PE), ao comentar o montante arrecadado em tributos no Brasil de 1º janeiro de 2018 até a tarde do último dia 21 de novembro: R$ 2,1 trilhões, segundo o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O valor equivale a quase toda a arrecadação do ano de 2017.

“Isso quer dizer que há, realmente, um aumento dos impostos, sem que haja o correspondente crescimento da produção no país. É uma expansão efetiva da carga tributária”, analisa Côrte Real.

O petebista afirma que, atualmente, a carga de tributos corresponde a mais de 37% do Produto Interno Bruto (PIB). A consequência, na opinião do deputado, é muito ruim para a economia brasileira. “Isso concorre para que haja diminuição do crescimento econômico, de investimentos, de ofertas de emprego. Enfim, a paralisação do país”, diz.

Natal

Mesmo assim, afirma o parlamentar, a perspectiva é de um final de ano promissor, tanto para a indústria quanto para o comércio.

“Já há um clima relativamente favorável a que essas reformas estruturais sejam implementadas para o próximo ano, o que aumenta o ânimo do investidor e do empresário, fazendo com que acreditemos que, neste final de ano, talvez haja um consumo maior do que o final do ano passado”, prevê.

Reforma tributária

Sobre a possibilidade de votação de temas que tratem da reforma tributária ainda este ano, Jorge Côrte Real é enfático ao dizer que “tem que deixar para o novo Congresso Nacional, sobre a batuta da nova direção política, do novo presidente, do novo ministro ou da nova equipe econômica”.

O deputado também declara que a reforma tributária precisa ser mais profunda, com mudança para um perfil tributário mais enxuto e eficiente, que “torne efetivamente mais fácil e mais barato para as empresas pagarem seus impostos e suas obrigações”.

Essa mesma reforma tributária, afirma o petebista pernambucano, precisa contemplar uma segunda etapa, com redução da carga tributária e, como consequência, redução da sonegação.

Com informações da assessoria da Liderança do PTB na Câmara dos Deputados