Jorge Côrte Real defende integração para solucionar crise na indústria

Agência Trabalhista de Notícias 30/10/2015, 16:38


A indústria brasileira passa por um momento crítico, independe da crise econômica que atinge o país, avaliou o deputado Jorge Côrte Real (PTB-PE).

Segundo o trabalhista, o crescimento só será retomado quando houver maior integração de ações entre empresários, sociedade e governo.

“Temos que elaborar projetos e programas com metas e prazos e, a partir desses projetos e programas, retomarmos esse crescimento”, declarou o parlamentar, ao comentar audiência pública realizada pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados na qual foram debatidos planos de produção e estímulo à modernização de indústrias nacionais.

Côrte Real lembrou que, nos últimos anos, a indústria nacional vem perdendo a participação em termos de percentual no Produto Interno Bruto (PIB), assim como vem perdendo dinamismo.

Entre os problemas que levam a essa situação, citou os equipamentos velhos utilizados pelas empresas, que têm, em média, 10 a 15 anos.

“Estamos ultrapassados em termos de máquinas e equipamentos.

Precisamos reformar e modernizar o nosso parque industrial”, disse.

O deputado ainda criticou a alta carga tributária incidente sobre os produtos, assim como a legislação trabalhista, que, na opinião dele, encarecem o trabalho e não induzem a geração de empregos.

“A infraestrutura também é precária.

É difícil levar os insumos às empresas e, da mesma maneira, de sair com os produtos das indústrias para entregá-los aos consumidores, principalmente quando se trata de comércio exterior.

A infraestrutura de portos é muito ruim”, criticou Côrte Real.

O parlamentar ressaltou a necessidade de se capacitar a mão de obra, para que as empresas deixem de perder em qualidade e produtividade.

“A capacitação dos trabalhadores está inerente, também, à área de educação, principalmente da educação básica, que ainda é muito precária no país”, declarou.

Jorge Côrte Real defendeu a elaboração de uma política industrial de longo prazo, com a definição de prioridades, critérios e investimentos – com segurança jurídica –, para que o industrial possa investir na modernização e na capacitação que melhoram a produtividade, além da inovação.

“País que não inova está fadado a ficar à margem, hoje, de um processo de crescimento no mundo todo”, concluiu.

Agência Trabalhista de Notícias (FM), com informações da assessoria da Liderança do PTB na Câmara dos DeputadosFoto: Antonio Augusto/Câmara dos Deputados