Jorge Mello defende intervenção federal na segurança pública de Alagoas

PTB Notícias 16/12/2013, 6:27


O vereador de Marechal Deodoro (AL) Jorge Mello (PTB) defendeu, durante pronunciamento na Câmara de Vereadores, na sessão ordinária de sexta-feira (13/12/2013), que haja intervenção federal na segurança pública de Alagoas.

Ele cobrou melhores condições de trabalho para os agentes da segurança pública estadual, lamentando o fato de o governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) não ter cumprido a promessa de campanha de colocar mil homens por ano nas fileiras da Polícia Militar.

Como resultado do que considerou como descaso dos atuais gestores da cúpula da segurança pública, o vereador lembrou que os alagoanos têm medo de sair de casa diante dos alarmantes dados de homicídios, latrocínios e assaltos.

No pronunciamento na tribuna da Câmara de Marechal Deodoro, o vereador destacou a execução do policial militar Ivaldo Oliveira da Silva, de 31 anos, como atestado da falência do atual modelo de combate à criminalidade, sugerindo, ainda, que o governo federal assuma, de um vez, o comando das ações na segurança pública.

“Apesar da divulgação de dados mentirosos e desonestos do chefe do Executivo Estadual e sua equipe, todos rebatidos por órgãos como OAB e outras renomadas instituições, o governo permanece sem conhecimento quanto as providencias que já deveriam ter sido adotadas para dar um basta a criminalidade.

Em sete anos do desgoverno Vilela, mais de 15.

000 alagoanos tombaram vítimas da violência.

Nesse período, o nosso estado se transformou no paraíso da marginalidade.

A leniência do governador para com o avanço da violência deixou nossa sociedade órfã das ações de combate ao crime”, declarou.

Mello recordou que, durante a campanha eleitoral, Vilela prometeu, nas diversas inserções publicitárias, a realização de concursos públicos para as áreas da segurança pública, especialmente para as polícias Civil e Militar.

“O pior é saber que o senhor Teotônio Vilela tinha como plataforma prioritária de campanha o combate a violência.

Tanto é assim que prometeu e prometeu a todo o tempo contratar quatro mil homens para a Polícia Militar, sendo mil contratados a cada ano de governo.

Hoje a sociedade se sente enganada com a promessa não cumprida.

Tudo não passou de falácia.

Aliás, hoje o que se percebe é as polícias desestimuladas com a redução dos seus quadros e a falta de valorização do homem.

Os salários são baixos, a infraestrutura é a pior possível e autoestima do pessoal rolando o abismo criado pelo desgoverno Vilela”, reforçou.

À oportunidade do pronunciamento, o vereador discorreu sobre o sentimento que toma conta das esquinas não somente no município de Marechal, bem como em todos as cidades do estado de Alagoas.

“O alagoano está sendo vitima de assaltos em cada esquina.

A situação chegou a tal ponto que os bandidos invadem as residências e não escolhem as vitimas.

Torturam e matam, crianças, adultos e anciãos.

O terror se instalou nas Alagoas por absoluta falta de governo.

Ninguém mais está livre da ousadia dos criminosos.

Até a briosa Polícia Militar está sendo vitima.

O recente episódio de Porto de Pedras dá a exata dimensão do descaso do governo para com toda a nossa sociedade.

Quem poderia imaginar que os bandidos chegariam a tal ponto.

Ora, senhoras e senhores, isso nos remete à época medieval, completamente inadmissível para os nossos tempos”, alertou.

Em 2014, a área da segurança pública sofrerá uma drástica redução no custeio e manutenção das forças policiais em todo estado.

O vereador lembrou que na contramão dos sentimentos sociais, o chefe do Executivo alagoano segue pagado com os recursos dos alagoanos banquetes e voos.

“Toda sociedade tomou conhecimento que enquanto faltam condições de trabalho para os servidores, o governo do Estado gasta uma verdadeira fortuna em banquetes, aluguel de aeronaves, locações de carros e com a propaganda oficial enganosa.

Para se ter uma ideia, só com aluguel de helicópteros e aeronaves foram gastos mais de 87 milhões de reais e com banquetes no palácio para os amigos do governador e seus respectivos asseclas mais de 40 milhões.

Esses números podem ser verificados por qualquer cidadão no Portal da Transparência do próprio Estado.

Lá, está também registrada a fábula que se gasta com campanhas publicitárias para promover o governador.

É dinheiro público sendo jogado pelo ralo.

Em Marechal Deodoro, a situação não é diferente e temos vivenciado as mais diferentes modalidades de crime possível, casos de furto, roubo, estupro e assassinatos.

Tudo se tornou parte do cotidiano da nossa população, lamentavelmente”, ponderou.

Por fim, Jorge Mello lembrou que nos dois anos de implantação do programa Brasil Mais Seguro em Alagoas, o governo federal enviou mais de R$ 260 milhões e, apesar do grande volume de recursos, os gestores estaduais não têm se mostrado eficientes na administração das forças.

“Nossa esperança é que o governo federal, por intermédio do Ministério da Justiça, assuma de vez o comando do combate ao crime em Alagoas e traga a paz para o nosso tão sofrido povo.

Qualquer programa ou projeto que dependa de contrapartida do governo estadual tende a não ter o sucesso desejado, como acontece agora com o Plano Brasil Mais Seguro.

O plano é bom, mas o governo Teotônio Vilela não tem competência para executá-lo.

E, por isso, Alagoas aparece nas estatísticas do Ministério da Justiça, como o Estado campeão de violência no País.

Chega de tanto marasmo.

Chega de tanta incompetência.

Nossa gente quer ação de governo que nos livre a todos da criminalidade desenfreada.

Temos a certeza que com fé em Deus e o apoio do governo federal vamos vencer esse mal”, concluiu.

* Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações do portal A Gazeta