José Auricchio quer abrir Prefeitura de São Caetano à população

PTB Notícias 22/04/2009, 15:49


O prefeito de São Caetano do Sul, José Auricchio Júnior (PTB/SP), quer abrir a administração para que a população participe com maior assiduidade das políticas públicas promovidas na cidade.

A predisposição do petebista foi exposta após celeuma que envolveu os vereadores da base governista ao votarem, na semana passada, projeto que oferece mais prazo para a Prefeitura formular a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

Segundo o texto da matéria, a entrega da projeção de arrecadação e gastos para 2010, a qual deveria ser protocolizada no Legislativo até dia 15 de abril, pode entrar na Casa até o dia 31 de agosto.

Auricchio justifica a extensão do período para “reformular” o sistema do Orçamento Comunidade, programa desenvolvido desde 2007, que consulta a sociedade sobre as prioridades do município.

“Vamos repaginar esse projeto.

Temos de, inclusive, reservar uma fração do orçamento para que a comunidade opte onde deve ser investida”, observa o prefeito, ao ressaltar que o novo formato “está em estudo” e sem revelar as cifras que serão destinadas à participação popular.

O Orçamento Comunidade aplicado nos dois últimos anos apenas possibilitou o morador a ajudar a definir o futuro da cidade, sugerindo prioridades nos investimentos da Prefeitura.

A realização de audiências públicas, urnas espalhadas pela cidade e espaço no site do Executivo para comentários eram as ferramentas de consulta.

Um dos projetos efetivados pela Prefeitura a partir do levantamento junto à população foi a humanização da Saúde, contratação de agentes de relacionamento que acompanham caso a caso o cotidiano nas unidades básicas.

“Tivemos alguns avanços, mas ficou aquém do esperado.

Visamos a participação efetiva da sociedade”, analisa Auricchio.

SAÚDE E MERENDA – A participação dos munícipes nas ações da administração terá outros dois canais, segundo o prefeito.

Estão sendo avaliadas a implementação de conselhos comunitários de Saúde e de merenda escolar.

“A ideia é chegar ao final da gestão com cada unidade de Saúde com seu conselho próprio, que terá munícipes em sua composição”, vislumbra o petebista, enfatizando que o usuário do sistema é “o melhor termômetro” para avaliação e consequente melhoria na prestação de serviço.

“Também visamos quebrar eventuais folclores ao ampliar o simples fornecimento de merenda para um programa mais amplo de nutrição.

Aumentamos as vagas em período integral nas escolas infantis e isso acarreta em mudanças também na alimentação”, completa o chefe do Executivo.

Agência Trabalhista de Notícias (com informações do Diário do Grande ABC)