José Chaves vê momento propício para discussão da reforma tributária

PTB Notícias 22/03/2011, 7:06


A decisão do Supremo Tribunal Federal favorável a liminar da Assembleia Legislativa de Pernambuco que determina a notificação a interessados quanto aos procedimentos de demarcação de terrenos de marinha foi vista pelo deputado federal José Chaves (PTB) como um passo rumo ao início da reforma tributária.

Um pleito de mais de 20 a nos do parlamentar, a liminar foi solicitada pela Alepe junto ao petebista, que defende um enxugamento na carga de impostos.

“Esses são impostos que só existem para servir à máquina pública.

Hora, o cidadão comum não pode trabalhar para pagar impostos e servir ao Governo”, reclamou, em entrevista à Rádio Folha FM, 96,7, na última sexta-feira, 18/03.

Enquanto o debate referente à reforma política anda a todo vapor na Câmara e no Senado, o deputado cobrou urgência também na aprovação da tributária.

De acordo com Chaves, o número de representantes na Casa permite que a discussão seja levada adiante, mas que é preciso vontade política.

“A reforma tributária tem que ser imediata.

O ideal é que fosse paralela com a reforma política, mas, se não puder, tem que ser logo após a aprovação da reforma política”, defendeu.

Para José Chaves, existe uma barreira que não permite que a reforma tributária seja realizada.

“É preciso eliminar aos poucos esses im postos que não servem de nada.

Depois da reforma política, essa é a reforma mais importante que temos”, destacou.

O petebista lembrou que, durante o Governo Lula, a aprovação das reformas política e tributária foram deixadas de lado e criticou que o ex-presidente se acomodou com os resultados positivos da economia brasileira.

“Eu tenho grande admiração pelo Lula, mas ele não deu nenhuma contribuição para que as reformas fossem realizadas”, admitiu.

Com relação à reforma política, o deputado defendeu o voto majoritário na escolha de parlamentares como um pleito que tem amplo respaldo da opinião pública.

“Sou a favor da verdade eleitoral, do distritão.

Os mais votados seriam eleitos, essa é a justiça eleitoral”, posicionou.

Agência Trabalhista de Notícias (LL) com informações da Folha de Pernambuco