José Múcio assume ministério e diz que vai conversar com senadores do PTB

PTB Notícias 23/11/2007, 18:46


O novo ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, afirmou que a primeira tarefa será reorganizar o apoio de seu partido, o PTB, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os senadores petebistas decidiram deixar o bloco de apoio ao governo em retaliação à liderança da petista Ideli Salvatti (SC).

“Primeiro tem que cuidar da casa para, depois, sair para a rua.

Conversei com alguns senadores do PTB, conversei com o presidente do PTB, Roberto Jefferson.

E tenho um jantar, na terça-feira (27/11), com toda a bancada do PTB no Senado”, disse o novo ministro que tomou posse nesta sexta-feira (23/11).

Múcio quer evitar uma revolta dentro do próprio partido que lhe custe votos considerados fundamentais para a aprovação da emenda que prorroga até 2011 a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

A bancada do partido é composta por seis senadores.

O PTB no Senado deixou o bloco de apoio após a líder Ideli Salvatti retirar Mozarildo Cavalcanti (RR) da composição da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por ser contra a prorrogação da CPMF.

Consciente de que a margem de manobra do governo para garantir a aprovação do tributo é pequena, a conversa nas primeiras horas como ministro, não se limitou ao PTB.

Múcio afirmou que manteve diálogos com todas as lideranças governistas do Senado.

O novo ministro, demonstrando adaptação ao estilo metafórico que mais agrada ao presidente Lula, escorou-se no futebol para discorrer sobre a votação da CPMF.

“É um clássico, qualquer erro qualquer jogada mal jogada pode mudar o resultado para qualquer dos dois times.

De maneira que é preciso ter habilidade e consciência que todos estão trabalhando para ganhar”, disse o articulador político do Palácio do Planalto.

A posse de Múcio limitou-se a uma cerimônia para convidados no terceiro andar do Palácio do Planalto, na sala de audiências, localizada ao lado do gabinete de Lula.

Os jornalistas, cinegrafistas e repórteres fotográficos não tiveram acesso ao ato.

O ex-líder do governo na Câmara substitui Walfrido Mares Guia que deixou o governo na quinta-feira (22), após ser denunciado pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, por supostamente ter desviado dinheiro público para o “caixa 2” da campanha do então governador de Minas Gerais e hoje senador Eduardo Azeredo (PSDB).

O caso ficou conhecido como “mensalão tucano”.

fonte: Portal G1