Jovair Arantes diz que pacote anticorrupção de Dilma precisa ser estudado

PTB Notícias 2/01/2015, 21:37


A aprovação do “pacote anticorrupção” citado por Dilma Rousseff nesta quinta-feira (1º/01/2015), em seu discurso de posse deve encontrar resistência na própria base de sustentação ao governo.

Dentro das bancadas aliadas à presidente no Congresso, há políticos que consideram a medida como uma ação de marketing.

Outros dizem que ela deveria trabalhar para tornar efetivas as leis já existentes.

O pacote, que Dilma prometeu enviar ao Congresso no primeiro semestre deste ano, é composto por cinco projetos que, segundo ela, visam a “garantir processos e julgamentos mais rápidos e punições mais duras”.

Um dos focos de ceticismo com relação à proposta de Dilma parte do PTB.

Seu líder, Jovair Arantes (GO), afirma que a aprovação não é automática.

“Claro que não.

Nosso papel é estudar e votar.

Aprovamos o que for importante.

O que não for, a gente bota para trás”, diz.

Apesar da declaração de Dilma a favor das medidas, três das cinco propostas já tramitam no Congresso e não recebem apoio da presidente para serem aprovadas.

Em outubro, após ela prometer o pacote em sua campanha eleitoral, o jornal O Estado de S.

Paulo publicou um levantamento mostrando que aguardam aprovação do Legislativo as seguintes propostas: transformar em crime o enriquecimento não justificado de agentes públicos, transformar em crime a prática do caixa dois em campanha eleitorais e dar mais agilidade aos processos contra pessoas com foro privilegiado.

Os projetos ainda não apresentados são: permitir o confisco de bens adquiridos de forma ilícita e agilizar processos sobre desvio de recursos públicos.

Agência Trabalhista de Notícias