Kelly Moraes anuncia revisão geral na Saúde de Santa Cruz do Sul

PTB Notícias 5/05/2009, 12:35


Disposto a dar um choque de gestão na Secretaria Municipal de Saúde, o governo de Santa Cruz do Sul está começando a colocar em prática um plano que inclui até o remanejamento de membros do segundo escalão e a ampliação do Comitê Gestor.

Uma comissão formada por técnicos das secretarias de Planejamento, Fazenda e Administração, mais a Procuradoria Jurídica, foi formada e tem agora 30 dias de prazo para fazer uma revisão geral na saúde pública do município e apresentar um diagnóstico ao Comitê Gestor, à prefeita Kelly Moraes (PTB) e ao vice Luiz Augusto Campis (PT).

A comissão terá que identificar, detalhadamente, por que o setor apresenta um custo tão elevado.

Do orçamento de R$ 180 milhões calculado pela Prefeitura para este ano, R$ 53 milhões estão reservados para a Saúde.

E ainda assim é preciso mais.

O problema, que não é novo, começou a chamar a atenção do governo há um mês, quando em uma revisão dos principais custos da pasta a Secretaria da Fazenda detectou, por exemplo, o pagamento de supersalários aos servidores que atuavam no Samu.

Os repasses estadual e federal estavam chegando a conta-gotas e se optou pela suspensão do serviço.

Mas outros dados também chamam atenção e agora começarão a ser apurados para identificar se há falhas.

A comissão fará um raio-x em todos os setores da Saúde.

Somente no ano passado o SUS bancou a realização de mais de 300 mil exames.

É como se cada um dos 120 mil santa-cruzenses tivessem feito praticamente três exames em 12 meses.

E a demanda continua grande este ano.

“Isso é um absurdo.

Tem que ter alguma coisa errada”, analisou ontem o procurador do município, Marco Borba.

Segundo ele, a Prefeitura tem pressa em “fechar o livro que estava sendo feito até agora e começar a escrever um novo”.

“O inverno está chegando e precisamos melhorar a situação.

Se hoje já faltam leitos pelos SUS nos hospitais, imagina daqui a um, dois meses.

Tem alguma coisa errada e essa é a nossa preocupação”, acrescentou.

A secretária de Saúde, Leni Weigelt, confirmou que os custos da pasta vêm crescendo além do previsto e que todas as ações serão avaliadas.

Segundo ela, a comissão auxiliará na otimização de recursos e serviços da secretaria.

INFORMATIZAÇÃO Uma das constatações do Comitê Gestor antes mesmo da análise da comissão técnica é que a informatização do sistema, interligando todos os setores da Saúde, é essencial.

Essa medida já havia sido defendida na campanha eleitoral pela coligação que venceu a disputa.

O entendimento do Comitê Gestor é que hoje, por meio de fichas e guias em papel, há um descontrole na área, o que favorece o aumento de gastos.

“Hoje uma pessoa pode ir a dois ou três postos de saúde no mesmo dia, fazer consulta, pegar remédios.

Queremos que tudo seja online, que o secretário tenha o controle no computador”, informou o procurador.

Ele assegurou que a rede poderá começar a ser informatizada ainda este ano.

Fonte: Gazeta do Sul