Kelly Moraes homenageia Suely Oliveira, primeira deputada gaúcha

PTB Notícias 8/03/2008, 8:59


Ao comemorar o Dia Internacional da Mulher neste sábado, a deputada estadual petebista Kelly Moraes relembrou que a história da representação feminina no Rio Grande do Sul teve início em 1951, com a eleição da primeira parlamentar estadual gaúcha, Suely de Oliveira.

A deputada Suely Gomes de Oliveira abriu as portas da política gaúcha às mulheres no dia 31 de janeiro de 1951, quando foi empossada, após ter sido eleita pelo PTB.

Durante os seis mandatos que exerceu, Suely deixou como marca a defesa pelo magistério e pelo funcionalismo público, numa época em que Getúlio Vargas passou a valorizar o servidor, pensando na qualificação do corpo de trabalho para que houvesse um Estado forte.

A ex-deputada foi a autora do primeiro Estatuto do Magistério Público Estadual, em 1954.

Cerca de dez anos depois, em 1966, Suely atuou fortemente na elaboração do plano de carreira do funcionalismo público.

Pelos 24 anos de trabalho parlamentar, a ex-deputada ficou conhecida também pela “Lei Suely”, que concedia, a cada seis anos trabalhados, um ano sobre o tempo de serviço para aposentadoria do funcionário público assíduo.

Ela deixou a Casa em 1975, onde na época ocupava uma cadeira pelo MDB.

Quase seis décadas depois, ao comemorar o Dia Internacional da Mulher, neste sábado (8/3), a deputada estadual Kelly Moraes analisa a importância da data e a atual situação da mulher na sociedade e na vida pública.

Na opinião de Kelly Moraes, a luta feminina alcançou muitos avanços.

“Mas ela tem se manter, dia-a-dia.

Eu percebo na minha atuação política e na minha vida social um pouco de retração feminina.

Eu sinto que as mulheres precisam acreditar em si mesmas, no nosso potencial”, disse a deputada petebista.

Na política, a ação da mulher é positiva, segundo Kelly.

“É só olhar para ver que o envolvimento feminino em escândalos é mínimo.

Além disso, o trabalho da mulher é muito mais dedicado.

Nós levamos para o trabalho o lado profissional, o emocional e o nosso coração também”, avalia Kelly Moraes.

Agência Trabalhista de Notícias (com informações da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul)