Kelly Moraes se diz surpresa com atitude da prefeita petista de Santa Cruz

PTB Notícias 23/10/2008, 13:04


Um ofício de duas páginas assinado pela prefeita eleita da cidade gaúcha de Santa Cruz do Sul, a petebista Kelly Moraes e seu vice, Luiz Augusto Campis (PT), entregue no fim da tarde desta quarta-feira (22/10) ontem no gabinete da prefeita Helena Hermany (PP) aumentou a polêmica em torno da transição de governo em Santa Cruz do Sul.

A coligação vencedora avaliou que os 30 dias reservados pela prefeita para a transição são insuficientes e abriu mão do processo.

“Em respeito à comunidade santa-cruzense repudiamos tal atitude, no mínimo autoritária e individualista, e informamos que vamos iniciar nossos trabalhos na data estipulada pela legislação e pela vontade popular: 1º de janeiro de 2009”, diz um trecho da nota, que também foi distribuída à imprensa.

Na última segunda-feira a prefeita Helena reuniu o primeiro escalão do governo e determinou que os secretários elaborem até o fim de novembro relatórios detalhados de suas secretarias.

O material seria entregue a Kelly e Campis no dia 1º de dezembro, quando começaria a transição.

Naquele mesmo dia, porém, os eleitos reclamaram que um mês – com dois feriadões – seria pouco tempo para se inteirarem da realidade da Prefeitura.

O assunto foi discutido nos bastidores e ontem à tarde o comando da coligação que venceu o pleito se reuniu para elaborar o ofício.

No documento, Kelly e Campis se dizem surpresos com o prazo estipulado pela prefeita.

“É de costume em nossa comunidade e no meio político que ocorra a chamada transição de governo logo após o pleito”, informaram, emendando que quatro anos atrás o ex-prefeito Sérgio Moraes (PTB) – marido de Kelly – iniciou a transição com os eleitos Wenzel e Helena 36 horas após a eleição.

“Atitude que demonstrou transparência e compromisso com a comunidade.

Logo, essa decisão de postergar o ato de transição nos leva a acreditar que algum fato muito grave estaria ocorrendo dentro da administração para levar alguém que se diz transparente e ético a tomar tal atitude”, questionam os eleitos.

Eles dizem ainda que “será de inteira responsabilidade de Vossa Excelência (a prefeita) a eventual falta de algum serviço a ser prestado à comunidade, tendo em vista o curto espaço de tempo concedido”.

À Gazeta do Sul Kelly Moraes disse, no começo da noite, que “estamos preparados para ajudar, para somar, mas não nos deram tempo”.

Ela garantiu que a posse sem transição não irá atrapalhar a montagem do governo.

O advogado e presidente local do PTB, Marco Borba, que será o futuro procurador-geral do município, avalia que trata-se de uma questão técnica.

“Precisamos saber o que está em andamento, quem são os servidores, onde estão, qual a estrutura que vamos assumir.

Queremos analisar também se o orçamento para 2009 é real, visto que houve um crescimento muito grande de um ano para outro.

Queríamos discutir esse orçamento com o governo, mas não querem”, lamentou.

fonte: Jornal Gazeta do Sul