Laura propõe diagnóstico da Síndrome do Respirador Bucal nas escolas

PTB Notícias 28/05/2013, 13:03


Estima-se que 30% das crianças brasileiras respiram pela boca e apresentam a chamada síndrome do respirador bucal, que prejudica os jovens atingidos pelo distúrbio em seu aprendizado.

Com o intuito de amenizar o problema, a vereadora Laura Carneiro (PTB), do Rio de Janeiro, apresentou o projeto de lei nº 180/2013, que dispõe sobre instrumentos de vigilância e rastreamento precoce da síndrome na rede municipal de ensino.

O texto determina que sejam feitas palestras de esclarecimento dos sintomas da síndrome aos responsáveis pelos alunos, no início de cada ano letivo.

Os alunos diagnosticados com o distúrbio serão encaminhados para tratamento multidisciplinar nas áreas de pediatria, odontopediatria, fonoaudiologia e otorrinolaringologia.

Fica estabelecido que o Poder Executivo regulamentará os procedimentos para a implantação dos programas e projetos a serem executados e poderá, caso necessário, autorizar a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) a formalizar convênio com clínicas médicas nas especialidades envolvidas no tratamento da síndrome.

“A respiração bucal por si só não é considerada uma doença, mas merece atenção e tratamento adequado, tendo em vista que traz consigo inúmeros distúrbios, principalmente nos recém-nascidos e crianças em idade escolar do ensino fundamental”, afirma a parlamentar.

Laura Carneiro lembra que o ar respirado pela boca é mais agressivo ao organismo, pois é recebido com impurezas, é frio e menos úmido, e deixa o aparelho respiratório menos protegido e mais suscetível às doenças e alergias.

Ao longo do tempo, o hábito de respirar pela boca pode provocar sintomas como cansaço frequente, boca seca, mau hálito, falta de apetite e noites mal dormidas.

Há ainda o risco de alterações na postura corporal, deformidades faciais, insuficiência respiratória, flacidez dos músculos faciais, lábios e língua, e má oclusão dentária.

A correção é feita através de exercícios respiratórios, fortalecimento dos grupos musculares mais fracos e alongamentos, entre outros recursos médicos.

“Este projeto de lei tem o intuito de zelar pela saúde das crianças matriculadas no ensino fundamental, já que respirar bem é garantia de uma boa qualidade de vida para estes jovens que não têm como se tratar da síndrome do respirador bucal”, diz Laura.

Agência Trabalhista de Notícias (FM), com informações da Câmara Municipal do Rio de JaneiroFoto: ASCOM/CMRJ