Leia aqui o artigo “A Revolução do presidente Lula”, de Paes Landim

PTB Notícias 18/02/2010, 13:34


A revolução do presidente LulaPor Paes Landim”.

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só existirá uma democracia no Brasil, no dia em que se montar a máquina que prepara as democracias.

Essa máquina é a escola pública.

Mas, não a escola pública sem prédios, sem asseio, sem higiene e sem mestres devidamente preparados, e, por conseguinte, sem eficiência e sem resultados – e sim, a escola pública rica e eficiente, destinada a preparar o brasileiro para vencer e servir com eficiência dentro do país”, assim escreveu o grande Anísio Teixeira, nos idos de 1936.

Anísio Teixeira era muito preocupado com a interação entre o projeto pedagógico e o projeto arquitetônico no seu sonho da escola ideal para o brasileiro, que incluía aula o dia inteiro, alimentação do aluno, no antigo primário (hoje primeiro grau).

Para o autor de “Educação para a Democracia”, a arquitetura escolar deveria combinar aspectos da escola ‘tradicional’ com os da ‘oficina’, o que chamaríamos hoje de “laboratórios”, além das áreas de esportes, do restaurante e do teatro.

Anísio morreu sem ver seus sonhos realizados, inclusive porque as suas duas experiências universitárias, a Universidade do Distrito Federal, nos anos 30 do século passado, e a Universidade de Brasília, de nossos dias, não realizaram o modelo pedagógico do maior pensador da educação brasileira.

Angustiado com a possível deteriorização da escola pública brasileira, que no seu tempo preenchia, em mínima quantidade, as necessidades do desenvolvimento nacional, Anísio chegou a defender, inclusive, que a União coordenasse e pagasse os professores da antiga escola primária, a fim de não só evitar a politicagem municipal com a educação, mas, sobretudo, motivar o professor com a sua valorização salarial.

Ao acompanhar a paixão do presidente Lula, com a criação de escolas profissionais, técnicas e científicas, em nível médio e superior, lembrei-me de como Anísio Teixeira não se sentiria realizado, se vivo fosse, com a ação do nosso mandatário máximo em dar à escola pública profissionalizante um papel decisivo na formação da cidadania brasileira, como é o caso dos antigos CEFET’s.

Criados em 1909, durante um século, a República instalou menos Escolas Técnicas Federais que o presidente Lula em 7 anos de governo.

Com a sua própria experiência, Lula percebeu que a escola pública técnica é o caminho para a ascensão social das camadas mais pobres da nossa sociedade.

Estive presente na solenidade, realizada no início deste mês, quando o Presidente Lula inaugurou virtualmente mais de 70 escolas técnicas, inclusive seis do nosso Piauí, nas cidades de Corrente, São Raimundo Nonato, Uruçuí, Paulistana, Angical e Piripiri.

No corrente ano, já foi autorizada a construção de mais três escolas nas cidades de São João do Piauí, Pedro II e Oeiras.

Não posso deixar de aplaudir o professor Francisco Santana, Reitor das Escolas Técnicas no Piauí, pela dedicação e paixão com que se tem entregue à sua nobre missão educacional.

O Presidente Lula me faz lembrar de Jawaharlal Nehru, o primeiro dirigente da Índia, emancipada em 1947.

A grande medida inaugural do seu governo foi a criação do Instituto Indiano de Tecnologia, a fim de preparar quadros técnicos que garantiriam a independência da nova nação.

No contexto globalizante do século XXI, com os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, o Presidente Lula prepara o Brasil para a nossa independência científica e tecnológica, até porque as Escolas Técnicas Federais do Presidente Lula serão as verdadeiras máquinas da democracia brasileira.

(*) Paes Landim é deputado federal pelo PTB do Piauí