Leia aqui o “Manifesto dos Estudantes Trabalhistas”, apresentado em Cuiabá

PTB Notícias 28/03/2010, 21:05


Manifesto dos Estudantes TrabalhistasENCONTRO NACIONAL DA JPTBCUIABÁ, 28/03/2010Na construção de uma política unificada para os estudantes secundaristas e universitários, construímos este documento com intuito de orientar e incentivar a participação de todas e todos da Juventude Trabalhista Brasileira – PTB e que militam no M.

E e por sua vez ter um projeto, discurso e ações unificadas de Norte a Sul do nosso Brasil.

Com papel de fundamental importância para formação de opinião da juventude brasileira o movimento estudantil ao longo dos anos defenderam e defendem a soberania nacional do nosso país.

O M.

E.

sempre foi importante nas decisões políticas e sociais da nossa nação, Na década de 40 na Campanha em defesa do “Petróleo é nosso”, passando pelo combate a ditadura e a opressão militar até a redemocratização do país, do voto das mulheres e da conquista dos votos aos 16 anos.

O Movimento Estudantil no Brasil vive uma crise de identidade profunda.

Desde sua organização até a instituição da ditadura militar ele sempre foi instrumento de apoio popular dos governos, obtendo deles estrutura e legitimidade.

Com a instituição do regime de exceção, o movimento e seus lideres caíram na clandestinidade.

Porém, quando a democracia foi restabelecida o Movimento continuou vinculado a forças de oposição, com forte vinculo com a esquerda mais reacionária, que achava que o restabelecimento da democracia era somente um estágio no caminho da construção de uma grande nação socialista na América do Sul.

E essa tese foi defendida por seus lideres difundidas nas universidades e o movimento virou instrumento dos partido que, com organização nacional, conseguem atuar no País inteiro com o mesmo discurso e prática, encontrando no Movimento Estudantil o ambiente ideal para cooptar e formar lideres e ainda por cima financiar a luta política por um País socialista.

Nesse cenário crescem organizações como a UJS (União da Juventude Socialista), ligada ao PC do B, as diversas juventudes do PT, organizações que não são exatamente partidos organizados mais atuam como se assim fossem como PCR e MR8 (agora PPL) e com menor importância as juventudes de partidos de centro como PDT, PMDB, PPS, PSB e nós do PTB.

A novidade nesse contexto é que, com o advento da vitória do PT em 2002 a direções majoritárias da UNE e da UBES pularam o balcão.

A UNE e seus dirigentes não acompanharam também a evolução do ensino superior no Brasil, continuam discursando como se a maioria de sua base pertencesse as instituições federais públicas, porém é sabido e notório que o ensino superior no Brasil é majoritariamente composto por universidades pagas, sejam elas particulares, comunitárias ou filantrópicas.

Esse vácuo deixado pelos atuais dirigentes, que aproveitam-se da inércia e fragmentação dos movimentos independentes (majoritários hoje dentro das universidades) é que entendemos que podemos agir.

Falta hoje no País uma força política nacional que consiga ligar todos esses movimentos a um propósito comum.

Essa sempre foi a grande vantagem dos partidos políticos, não só no Movimento Estudantil, mas em todo o movimento social.

A capacidade de unificar ações em todo o território nacional.

Entendemos que a UNE e a UBES dirigida por uma força independente dos governos pode atualizar as suas lutas, incluindo na sua pauta o fortalecimento do ensino privado e público de qualidade com uma universidade pública forte que invistam cada vez mais nas políticas educacionais que as universidades privadas não cobrem mensalidades abusivas.

A ampliação da oferta e do acesso ao ensino tecnológico e a ampliação e qualificação da modalidade EAD.

Também é necessário que se lute pela ampliação no número de bolsas ofertadas pelo governo nas instituições privadas que são mais de 70% do numero de vagas na educação superior hoje.

A Universidade Pública tem um papel fundamental no desenvolvimento do País, seu papel é estratégico no desenvolvimento de pesquisas e no trabalho de extensão universitária, mas somente ela levará muito tempo para absorver a demanda de qualificação profissional existente.

Essas bandeiras e muitas outras são bandeiras que facilmente nos levarão a hegemonia de direção das entidades estudantis secundaristas e universitário como Grêmios Estudantis, DCE´s de universidades particulares e públicas no País uniões municipais e estaduais.

Com muita facilidade e esse movimento inevitavelmente nos levará a disputa da entidade nacional com grande viabilidade.

O Movimento Educação e Trabalho foi criado para que a Juventude Trabalhista desenvolvesse suas atividades na política estudantil, esse movimento criado em 1999 para marcar nossa participação no congresso da UBES (União Brasileira de Estudantes Secundaristas) atua em diversas entidades de representação estudantil.

Ao longo de sua trajetória, o MET fez frente as maiores forças do movimento estudantil disputando diversas entidades municipais estaduais e participando ativamente das entidades nacionais de representação estudantil.

Somos reconhecidos como uma força importante, respeitada por suas posições.

Elegemos membro para as direções nacionais da UNE e da UBES desde nossa fundação.

Propostas centrais:- Mapear as redes dos estudantes ligados a JPTB;- Reorganizar nos estados e municípios os jovens trabalhistas com bandeiras unificas no M.

E.