Leia aqui os comentários do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson

PTB Notícias 22/06/2011, 18:54


Leia abaixo os comentários do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet (http://www.

blogdojefferson.

com) nesta quarta-feira (22/06):A outra internetCoincidência ou não, mas, na mesma semana que blogueiros tiveram a estranha atitude de cobrar do governo o projeto de marco regulatório das comunicações (vulgo “controle social da mídia”) feito pelo ex-ministro Franklin Martins, outras ações, bem diferentes, chamavam a atenção no mundo virtual.

Além do grupo que derrubou os sites do governo, outro chama a atenção por suas propostas.

Conta o “Estadão” que, se aliando ao LulzSec, o grupo de hackers Annonymous publicou, também nessa madruga, vídeo no YouTube prometendo novas invasões a sites governamentais e convidando todos a participarem da defesa da liberdade na internet.

O tal Annonymous, portanto, vem somar ideologia e uma proposta defensável aos ataques indefensáveis do LulzSec, afirmando que “é hora de mostrar a governos corruptos do mundo que eles não têm direito de censurar o que não possuem”.

É esse potencial como forma de protesto que chama a atenção para esses novos hackers.

O site caiuUm grupo de hacker chamado LulzSecBrazil vangloriava-se ontem no Twitter por ter tirado os sites da Presidência e do governo federal do ar.

A ação expõe o quanto estamos despreparados para a guerra cibernética, que já fez muitas vítimas e vira notícia aqui e acolá.

O grupo LulzSec já convocou seus seguidores a continuar os ataques para roubar e vazar quaisquer documentos e tendo como alvos “bancos e outros estabelecimentos de alto nível”, deturpando o que prega o WikiLeaks.

Até hoje cedo o governo ainda estava em silêncio em um tema que deve ganhar cada vez mais atenção, radicalismos de todos os lados e, porque não, projetos de lei para aproveitar a onda.

Livre para voar?Enquanto Mercadante vai ao Senado para cumprir agenda negativa, sua colega e também concorrente à vaga de candidata petista à prefeitura paulistana, Marta Suplicy, comemora a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que reformou sentença de 1ª instância que a condenou por improbidade administrativa na contratação de uma ONG quando ela era prefeita de São Paulo.

Se o Ministério Público não recorrer, a senadora está liberada para concorrer em 2012, livre da Lei da Ficha-Limpa.

A vaga para concorrer à prefeitura paulistana pelo PT está mesmo acirrada (o ministro Fernando Haddad, favorito de Lula, também está na briga pela indicação).

Haja fogo amigo.

Rápido no gatilhoSegundo “O Globo”, o Palácio do Planalto está convencido que a denúncia publicada por “Veja” apontando o ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) como o mentor do dossiê contra o tucano José Serra na eleição ao governo de São Paulo em 2006 – no episódio que ficou conhecido como “dossiê dos aloprados” – é resultado de fogo amigo dentro do PT.

É o que parece, tendo como motivador principal a eleição à prefeitura de SP em 2012 (Mercadante está na frente nas pesquisas).

Ou seja, querem “queimar” o cavalo antes da largada.

Com a oposição nos calcanhares, o ministro, que já tinha agenda marcada no Senado para falar sobre o Plano Nacional de Ciência e Tecnologia, foi mais rápido e confirmou que não teme nem os colegas nem o tema, e vai enfrentá-los na próxima terça-feira.

Nada como conhecer bem a casa, como é o caso de Mercadante.

A próxima é que contaA semana na política praticamente acaba nesta quarta-feira sem grandes acontecimentos.

Passado o feriadão, contudo, a pauta será quente, com a votação de medidas provisórias polêmicas, como a 527, que altera a Lei de Licitações, e pretende manter sob sigilo os orçamentos das obras da Copa do Mundo-2014 e da Olimpíada-2016.

Este item da MP – aprovado na Câmara – vem sendo rejeitado não só pela opinião pública, mas também pela base aliada do governo no Senado, principalmente do PMDB.

Para a ministra Ideli Salvatti (Articulação Política), o sigilo está sendo interpretado de maneira equivocada, pois foi introduzido na lei não para manter os gastos sob segredo, mas para “manter a competitividade”.

Se aprovado, evitaria que as empresas combinem os preços de referência entre si antes que o resultado do leilão seja anunciado (no final da disputa, os preços são revelados).

A explicação, porém, ainda não convenceu o presidente do Senado, o peemedebista José Sarney.

Reforma faz águaIniciado o ano legislativo, criou-se uma expectativa positiva em relação à reforma política.

O Senado instituiu uma comissão especial que parecia querer levar à frente a mudança na legislação eleitoral.

Pois o semestre chega ao fim (faltam pouco mais de três semanas) e a reforma já começa a ficar para as calendas.

Até propostas que davam ares de consensuais – como o fim da reeleição e a mudança de sistema eleitoral, para o proporcional misto – já não unem mais.

A impressão é que tudo voltará à estaca zero.

Entre outros motivos (como a pressão excessiva da opinião pública sobre os políticos), o recuo se deu por conta da volúpia petista em forçar a aprovação de itens constantes apenas de sua própria agenda, principalmente o voto em lista fechada e o financiamento público de campanha.

Ora, se é para reformular a lei, o consenso precisa ser construído entre todos os partidos, em benefício do sistema político.

Se for só pra favorecer a máquina vermelha, a reforma vai mesmo pro vinagre.

Cada macaco no seu galhoAliás, se o ministro cumprir a ameaça, enviando a celeuma sobre os royalties ao Supremo, não é só a Democracia que tem a perder, mas o próprio Tribunal.

Chamado recentemente a decidir sobre a guerra fiscal, vetando-a, o STF errou a mão.

Que cada poder seja soberano para resolver suas próprias demandas.

Ameaçando com “cachorros” supremosO ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ao “Estadão” que, caso os governadores não cheguem a um acordo sobre a divisão dos royalties do pré-sal, a solução do governo será chamar o Supremo Tribunal Federal.

Mas o que o STF deverá fazer nesse caso em que Planalto e Congresso negociam uma lei que ainda está em votação, Lobão não explicou.

Ao contrário, só mostrou a mixórdia em que nossa Democracia, que deveria ter suas bases na divisão de Poderes, está se tornando, quando o STF é usado como espécie de “cachorro” para ameaçar os descontentes.