Leia na íntegra o artigo do secretário Luiz Francisco Corrêa Barbosa

PTB Notícias 16/05/2015, 17:04


Trabalhismo: meia justiça a um grande líder e respeito à coerência e militância de outroComemoro, em silêncio, a soltura de nosso líder e meu amigo Roberto Jefferson (RJ), por cuja inocência me bati por oito longos anos, finalmente, levado ao regime aberto, em pena indevida e injusta aplicada ao prestar enorme serviço à Nação.

Mas quero saudar, efusivamente, a militância trabalhista de outro líder, o deputado Arnaldo Faria de Sá (SP), da primeira hora e ainda agora, quando se vacila nos fundamentos – separando previdência de assistência, pela qual a primeira é superavitária – na fé que nos une ou deveria fazê-lo, nos postulados de solidariedade e defesa dos trabalhadores, sem incriminar e recriminar os capitalistas que fazem sentido à vida daqueles e da Nação a que todos servem, fincados na construção da doutrina em que pontificou Alberto Pasqualini.

A emenda de sua autoria que mitigou os efeitos deletérios do repudiável fator previdenciário, com a solução intermediária do 85/95, aprovada com escassa maioria em memorável sessão plenária da Câmara dos Deputados, faz jus àqueles princípios e sua própria trajetória, que acompanho e sigo com enorme respeito.

Lamento, no entanto, e muito, a postura de Companheiros ilustres do nosso PTB que, nessa e em outras votações da matéria afeta ao interesse e conquistas dos trabalhadores, sem quebrar o Brasil, desde a nova terceirização, que maculam e negam eficácia àqueles postulados e decisões congressuais de nosso Partido, que aderem a seu Programa e ideário.

Nesta última votação, prestaram-se a negar quorum na votação da notável emenda Faria de Sá e, em seguida, na mesma sessão plenária, saírem de trás da porta para votar no interesse do governo, que odiava a aprovação daquela e, parece, os trabalhadores.

Parece demais para um velho trabalhista.

Creio que Getúlio, Jango, Brizola, Jefferson e outros de nomeada saíram do sono dos justos que embalam para o pesadelo daquela infausta noitada.

Penso mais – sempre acreditando como tenho pregado, que sendo a Bancada órgão do Partido, dele, seu Programa, decisões e postulados a eles inerentes, absolutamente, não podem atender a qualquer outro tipo de interesse, seja este qual for.

E mais: que a afronta e desobediência a tal conduta exigível, porquanto seus mandatos não são pessoais, senão que fruto do trabalho coletivo de toda militância partidária, deve ser alvo de pronta medida do setor próprio de nosso Partido.

Devem-nos cumprida explicação.

É hora – quando se fala em incorporação de outro Partido ao nosso PTB – de firmar o passo, colocando as coisas no seu devido lugar, de modo a que os entrantes não acreditem estar ingressando em outro lupanar e os ficantes não suponham que tudo podem em prol de seu próprio interesse privado, dissociado da Agremiação que os abriga e seus postulados.

Penso que os que assim não creiam, devam seguir seu próprio caminho que, decerto, não é o da representação do glorioso Partido Trabalhista Brasileiro – PTB.

Não me perguntem quem são os infiéis, eles bem o sabem e quem mais quiser saber que pesquise ou os sigam.

Mas sua conduta é trabalhistamente inaceitável!Sapucaia do Sul (RS), 15 Mai 2015-6ªf.

* Luiz Francisco Corrêa Barbosa, secretário nacional de Assuntos Jurídicos do PTB