Leia o artigo “Ensaio Geral”, do presidente do PTB, Roberto Jefferson

PTB Notícias 6/10/2011, 16:23


Leia abaixo a íntegra do artigo “Ensaio Geral” do presidente nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Roberto Jefferson, publicado nesta quarta-feira (05/10/2011) no jornal “Brasil Econômico”.

Ensaio Geral O Rock in Rio 2011 terminou.

No momento em que escrevo este artigo, seus organizadores ainda não divulgaram um balanço, mas os números conhecidos são impressionantes e permitem avaliar o significado deste evento, que pode ser considerado o primeiro ensaio geral para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas, sendo o segundo a próxima edição do mesmo evento, já programada para 2013.

Não há exagero na comparação.

Afinal, foram 100 mil pessoas que compareceram à Cidade do Rock a cada dia, um número que supera os 90 mil que lotarão o Maracanã que, depois da reforma, seguirá sendo o maior estádio brasileiro.

As dificuldades de uma concentração dessa magnitude são inegáveis e não é por acaso que os organizadores já anunciaram que na próxima edição o público máximo será reduzido a 85 mil – mais um paralelo com a Copa.

Como seria inevitável, houve queixas em relação a vários aspectos internos e externos à Cidade do Rock.

Em ambos os casos, é preciso distinguir o que é inerente ao evento e de responsabilidade de seus organizadores do que é indício de problemas que podem ocorrer em outras circunstâncias e, devidamente analisados, se traduzem num aprendizado coletivo.

É o caso da alimentação, da circulação interna das pessoas e da higiene.

Tomemos a higiene como exemplo de coisas que acontecerão em qualquer ocasião.

Os organizadores optaram por não utilizar os sanitários químicos, que se tornaram padrão em eventos no Brasil, e construíram instalações fixas, o que poderia parecer uma temeridade.

O fato é que funcionaram bem, exceto num dia em que o esgoto entupiu em vários pontos, ao que tudo indica em decorrência de mau uso ou de vandalismo.

Algo semelhante aconteceu com o lixo e não foi por falta de lixeiras.

Sanitários e lixo são questões quase emblemáticas, importantes para o conforto das pessoas e para a imagem dos eventos, que têm dois lados: o da oferta e do uso.

É mais do que sabido e reconhecido que no requisito uso ficamos muito a dever, que não é uma questão de desinformação ou de renda – como eloquentemente demonstra o próprio Rock in Rio, mas dos bons e velhos educação e respeito.

Mas de nada adianta a promotores de eventos ou autoridades execrar os maus costumes.

É preciso planejar e executar projetos multitudinários levando em conta esse fator.

Outra questão, que diz respeito mais às autoridades do que aos promotores, embora o Rock in Rio sirva como teste, é a relacionada com infra-estrutura, acomodações e segurança.

São problemas recorrentes, previsíveis e conhecidos e por isso mesmo exigem planejamento e preparação minuciosos, sabendo-se que em alguma medida são inevitáveis, mas nem por isso a inevitabilidade serve como desculpa.

Segundo pesquisa do Ibope divulgada pelos organizadores, 89% das pessoas que estiveram no Rock in Rio no primeiro fim de semana retornariam em futuras edições.

É um indício de algo que se pode avaliar de outras formas.

É preciso reconhecer os méritos de Roberto Medina, um empresário de porte internacional que não tem medo de correr riscos e mais uma vez exibiu sua competência.

Numa análise mais ampla, a conclusão é que, como ensaio da Copa e das Olimpíadas, estamos no caminho certo, pelo menos no que é comparável.