Léo Moraes participa de audiência pública sobre nível de reservatórios de hidrelétrica em Rondônia

Agência Trabalhista de Notícias 17/08/2016, 8:10


Imagem Crédito: Divulgação

O deputado Léo Moraes (PTB-RO) participou, no sábado (13), de audiência pública que debateu o aumento da cota dos reservatórios da usina hidrelétrica de Santo Antônio, em Porto Velho (RO).

Léo Moraes manifestou sua preocupação quanto aos impactos e desgastes ambientais que, segundo ele, não existiam em Porto Velho e região antes da instalação das usinas no Rio Madeira. “Parece muito claro que estes problemas têm relação direta com as usinas. Antigamente não havia relatos de tantos banzeiros, o fenômeno da terra caída, terras que têm ficado cada vez mais encharcadas, sem contar os desbarrancamentos”, declarou.

Horas após a realização da audiência, um deslizamento de terra no Bairro Triângulo, às margens do Madeira, engoliu mais de dez carretas, alguns veículos e motos. O desbarrancamento, de acordo com testemunhas, aconteceu no momento em que funcionários de uma distribuidora trabalhavam na região. Não houve registros de vítimas.

Léo Moraes lamentou o ocorrido e disse que teme que acidentes assim aconteçam com mais frequência. “Graças a Deus não teve vítimas. Agora pergunto: como podemos discutir uma concessão a toque de caixa se os consórcios nem cumpriram os protocolos e compromissos anteriores, firmados com a construção de outras turbinas?”, questionou.

O deputado lembrou que, em visita ao Ministério de Minas e Energia, durante reunião com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), foi informado de que o país faz parte de um grande condomínio e que uma única turbina seria suficiente para abastecer todo o Brasil. “Como é que agora querem afirmar que seis turbinas abasteceriam apenas Rondônia e Acre? Isso parece mais um discurso para, novamente, conseguirem benefícios e vantagens que competem somente a eles. Temos que ter desenvolvimento e progresso, porém com responsabilidade. Que os consórcios cumpram tudo o que foi firmado anteriormente e que ainda não aconteceu”, ressaltou Moraes.

Distritos como Abunã e Jacy-Paraná, comunidades ribeirinhas, reassentamentos como o Joana Darc, segundo o deputado, são regiões afetadas e comprometidas com os prejuízos advindos das usinas hidrelétricas e que deveriam ser melhor assistidas pelos responsáveis. “Isso precisa ser tratado com mais responsabilidade, e vai ser o poder da Assembleia Legislativa que vai tratar desse problema, pois estamos antenados com os interesses da população”, concluiu Léo Moraes.

Com informações da assessoria do deputado Léo Moraes (PTB-RO)