Líder do PTB na Câmara libera bancada para votar reforma política

PTB Notícias 13/06/2007, 14:48


O líder do PTB na Câmara, deputado Jovair Arantes, reforçou nesta quarta-feira, 13, na sessão que discute a reforma política, que o Partido Trabalhista Brasileiro não fechou questão em relação ao mérito da proposta de estabelecer listas preordenadas de candidatos.

Jovair ressaltou que a bancada do partido discutiu o tema várias vezes, inclusive com o relator Ronaldo Caiado (DEM-GO), mas não se convenceu a votar a favor da lista.

Dessa forma, segundo o líder do PTB, o partido libera a bancada para que cada deputado vote de acordo com sua consciência.

“O acertado foi que faríamos um grande debate nacional sobre a reforma política.

Vamos debater esse tema a exaustão”, afirmou o deputado petebista.

Durante a sessão de discussão da reforma política, o deputado Pedro Fernandes advertiu que essa legislatura não deveria ser marcada por um “engodo” — uma reforma política que reflete principalmente a posição das lideranças.

Segundo o deputado petebista, o principal tema deveria ser a inelegibilidade de políticos que tenham problemas com os tribunais de contas, o que afastaria os corruptos do Congresso.

“Acho estranho que partidos tão antagônicos, como o PT e o DEM, concordem com essa idéia do financiamento exclusivamente público de campanhas.

Deve ser porque repartem as fatias do fundo partidário”, disse Pedro Fernandes.

Segundo ele, a maioria dos partidos políticos não são democráticos, “têm dono”, e vai ser difícil combater a criação do “deputado biônico”.

TesteJá o vice-líder do PTB, deputado Arnaldo Faria de Sá, manifestou-se contra a reforma política, principalmente, o voto em lista fechada.

Segundo o deputado do PTB de São Paulo, a reforma precisa ser feita, “mas quem serão as cobaias são os vereadores, pois a próxima eleição é municipal”.

Faria de Sá destacou que se as medidas não derem certo, será feita uma nova reforma para a próxima eleição para o Congresso.

Para ele, com a adoção da lista fechada, “o eleitor votará no escuro”.

Ele ressaltou ainda que o que está por trás da adoção da lista é o desejo por financiamento exclusivamente público das campanhas.

“No momento em que falta dinheiro para educação, para saúde, teremos dinheiro para a bolsa voto”, criticou.

“Se os eleitores já votam em tantos safados, imaginem se a eleição for no escuro.

A situação ficará pior ainda”, opinou.

O deputado petebista acrescentou que o financiamento exclusivamente público das campanhas eleitorais “não acabará com a mala preta, ela será levada na convenção, para estabelecer a lista dos partidos, e ainda haverá o financiamento público”.

Agência Trabalhista de Notícias (com informações da Agência Câmara)