Líder Roberto Jefferson fala da vitória de Nicolás Maduro na Venezuela

PTB Notícias 15/04/2013, 17:18


Leia os comentários do Líder Roberto Jefferson, publicados nesta segunda-feira (15/4/2013) em seu blog (www.

blogdojefferson.

com)O fim é o início Eleição na Venezuela acabou com a vitória pra lá de apertada de Nicolás Maduro, herdeiro de Chávez.

Foram 235 mil votos de diferença (1,59%), abrindo margem para que a oposição denunciasse fraudes, falando de mais de 3.

200 irregularidades no pleito.

Henrique Capriles não reconheceu o resultado e exige recontagem.

Maduro aceita, mas ontem mesmo os chavistas conclamavam a população a defender o resultado.

A primeira eleição sem Chávez é o início de uma crise no país.

Só não vê quem não quer: o chavismo apodreceu; se assumir, Maduro vai cair de podre.

No olho do furacão O Comitê de Política Monetária (Copom) reúne-se esta semana (amanhã e quarta) para avaliar se mantém ou eleva os juros hoje em 7,25%, nível alcançado em 10 de outubro do ano passado após sequência histórica de queda.

A ata divulgada do encontro projetou viés de “cautela e parcimônia” nas decisões futuras de política monetária.

Mas depois do estouro do teto da meta de inflação nos 12 meses encerrados em março (de 6,5% para 6,59%), que corrói o poder de compra da população, e as incertezas sobre a recuperação da economia, a tarefa do Banco Central se tornou ainda mais complexa.

A pressão do mercado, ecoada pela imprensa, os componentes políticos que envolvem a decisão e a autoridade do BC questionada são alguns dos aguilhões hoje apontados na direção da autoridade monetária.

O mercado já trabalha com aumento de pelo menos 0,25% na Selic.

A verdade é que um tantinho pra lá ou pra cá não vai fazer grande diferença no cenário hoje turvo da economia.

Números pululam Mais uma semana e a inflação continua roubando a cena.

Além da reunião do Copom, os institutos que medem o aumento de preços voltam a divulgar seus índices.

Amanhã a FGV divulgará o IPC-S e o IGP-10, que verificam a média dos preços coletados em diversas capitais nas quatro últimas semanas; na quarta é a vez da Fipe apresentar o Índice de Preços ao Consumidor; quinta, a FGV revela o IGP-M; e, na sexta, o IBGE divulga o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15.

Já os dados do PIB do primeiro trimestre do ano virão no fim de maio.

Até lá, são só estimativas.

A grama do vizinho é mais verde Após assistir ao jogaço da final da Superliga Masculina de Vôlei, ontem, no Rio, o tucano Aécio Neves disse que a oposição vai “dar férias” ao PT, há dez anos no poder.

A resposta deve vir, se não a cavalo, tão veloz quanto uma cortada do jogador Lucão, do Rio de Janeiro, time que se sagrou com louvor campeão brasileiro de vôlei.

Dilma e Lula estarão hoje e amanhã em Belo Horizonte para um encontro petista e também para entregar unidades do Minha Casa, Minha Vida.

Roubar votos dos oponentes no próprio quintal deles é um prato cheio para Lula.

Semana de polêmicas O Congresso terá uma semana recheada de assuntos polêmicos na pauta.

A maioria vai na contramão dos interesses do Palácio do Planalto, sob o argumento de que provocam aumento de receitas.

É o caso, por exemplo, da desaposentadoria, que pode empacar no Senado graças a uma manobra regimental do governo (senadores entram com recursos e o projeto tem que ser aprovado em outras comissões da Casa antes de seguir à Câmara).

O Estatuto da Juventude faz parte da lista devido à expansão dos critérios da meia-entrada.

Lideranças governistas também torcem o nariz para a PEC que cria mais quatro tribunais regionais federais (hoje são cinco).

Bombardeada também por integrantes do STF, o projeto, aprovado na Câmara, pode ser barrado por filigranas regimentais e discordâncias acerca da constitucionalidade.

Ano pré-eleitoral é assim mesmo.

Todo mundo quer abrir seu próprio pacote de bondades.

Se passar de hoje.

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Estados Unidos, China, Japão e Coreia do Sul estão em estado de alerta no Pacífico.

Hoje os norte-coreanos comemoram o chamado “Dia do Sol”, aniversário de 101 anos de nascimento de seu fundador, Kim Il-sung, avô de Kim Jong-un.

Teme-se que os coreanos, para mostrar que não estão brincando, promovam testes com mísseis de longo alcance, na tentativa de mostrar um poderio sob o qual pairam mais dúvidas do que certezas.

Os EUA reiteram que Pyongyang não tem grande capacidade nuclear, mas suspeita-se que mísseis balísticos possam atingir a Coreia do Sul, dando início a uma guerra que ninguém deseja.

O mundo espera que, passadas as festividades, sejam retomadas as negociações em torno do programa nuclear de Kim Jong-un.

O começo de um desconhecido futuro As notícias se dividem entre as acusações da oposição e uma biografia de Nicolás Maduro.

No primeiro dia após as eleições muito se fala do presente (a eleição em si) e do passado de Maduro, mas o futuro continua desconhecido.

Conforme esse blog já havia comentado, ninguém sabe o que é, exatamente, o projeto político socialista de Chávez e, assim, ninguém sabe o que será feito por seu herdeiro, que, basicamente, recebe uma carta branca em termos ideológicos.

Porém, sabe-se que Maduro começa o novo governo sem o apoio que esperava e, parece óbvio, sem que o país tenha condições econômicas para que cumpra todas as suas promessas de campanha.

Chama o Garcia Caso a tensão na Venezuela, em torno das suspeitas levantadas pela oposição e a pouca diferença de votos, continue, é de se esperar que os líderes da América Latina que já haviam anunciado apoio a Maduro voltem a se manifestar.

Dentre estes está Lula e, portanto, o governo brasileiro.

Podemos esperar e até torcer que o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, apareça em breve.

Ele combinará bem com o tom jocoso que a campanha eleitoral venezuelana tomou depois que Maduro anunciou que o próprio Chávez, morto há alguns meses, havia lhe aparecido na forma de um pássaro.

De manchete em manchete Aqui na terrinha um passeio pelas manchetes online dos principais jornais mostra bem o quanto de ódio cada veículo carrega para suas páginas.

Pendendo para a neutralidade, “Folha”, “Estadão” e “O Globo” anunciam, primeiro, a vitória de Maduro, e só no subtítulo a recusa da oposição em aceitar o resultado.

A “Veja” destoa e põe no topo de seu site a exigência de recontagem dos votos feita por Capriles, mas sem nada dizer sobre o fato de que, no discurso da vitória, Maduro já concordou e pediu essa mesma recontagem (nota que fico para o meio da matéria).

A vitória e, portanto, os votos ficaram em segundo lugar.

Nada como ter alguém sempre torcendo pela crise.

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