Luiz Carlos Busato fala de suas perspectivas para o ano de 2015

PTB Notícias 30/12/2014, 11:25


Depois de quase quatro anos como secretário de Obras no governo do Rio Grande do Sul, Luiz Carlos Busato (PTB) quer ter um mandato inteiro na Câmara.

“Não tenho intenção de aceitar convite para nenhuma função”, disse.

Mesmo assim, ele considera que a experiência no executivo foi positiva.

“Me deu excelente visibilidade no Estado e me ensinou muita coisa para poder ajudar o governo de dentro do Congresso”.

O PTB continua na base do governo Dilma Rousseff (PT), mas no Estado os petebistas ainda não sabem do futuro.

“PTB é PTB, não estamos atrelados a ninguém.

Terminado o nosso compromisso com o governo Tarso, amanhã, vamos discutir os rumos do partido no Rio Grande do Sul”.

O partido também quer aumentar o número de candidatos a prefeito em 2016 e já discute essa estratégia.

“Nos anos anteriores, não fizemos isso, e time que não joga não cresce.

Se não fizermos isso, ficaremos sempre do mesmo tamanho”, disse Busato a Edgard Lisboa, do Jornal do Comércio.

Questões de trabalhoO PTB foi o primeiro partido a sinalizar apoio ao candidato à presidência da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Só que o governo não quer Cunha no comando da Câmara e indicou o nome do atual vice-presidente, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para o cargo.

“No nosso entendimento, não há colisão entre a base e o governo, já que o que Cunha propôs são questões relacionadas às condições de trabalho dos deputados.

Ele quer construir um novo anexo na Câmara, por exemplo”, afirmou Luiz Carlos Busato.

Render maisLuiz Carlos Busato quer voltar à Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público.

“Tenho relações e conhecimento lá.

Assim, eu rendo mais”.

E ele espera que o escândalo da Petrobras cause uma grande mudança na política.

“Ele pode trazer uma reforma política de fato, com financiamento público, fim das coligações em eleições proporcionais”.

Sobre a governabilidade num Congresso com 28 partidos, Busato acredita que a quantidade de siglas “dificulta o andamento” e que o fim das coligações em eleições proporcionais vai diminuir muito o número de legendas.

fonte: Jornal do Comércio (RS)