Marcos Crippa sai em defesa de entidades para preservar atendimentos

PTB Notícias 21/04/2014, 12:40


Inúmeros contatos estão sendo feitos desde a tarde da última quarta-feira (17/04) pelo vereador Marcos Crippa (PTB), presidente da Câmara de Catanduva (SP), para discutir formas de preservar o atendimento oferecido por entidades assistenciais da cidade.

A preocupação tem base na decisão do Poder Público em não liberar recursos retroativos às instituições.

As mudanças relacionadas aos repasses foram oficializadas em reunião realizada entre representantes da Prefeitura, Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e da Diretoria Regional de Assistência e Desenvolvimento Social (Drads), de São José do Rio Preto, com os responsáveis pelas entidades do Terceiro Setor que recebem recursos municipais.

“Eles foram informados que, a partir de agora, as verbas correspondentes aos convênios somente serão liberadas após a assinatura dos contratos e que a retroatividade, a exemplo dos anos anteriores, não será possível”, explica Crippa.

A situação, segundo o parlamentar, pode fazer com que as instituições suspendam o atendimento ou até “fechem as portas”.

“As entidades sem fins lucrativos vêm desempenhando funções cada vez mais amplas e relevantes, realizando atividades de caráter beneficente, filantrópico, cultural, educacional, além de outros serviços, objetivando sempre o alcance de fins sociais”, enaltece.

No documento encaminhado ao prefeito, Crippa ressalta a importância de todas as instituições do município no atendimento à crescente demanda dos serviços que prestam, “cujas atividades caracterizam-se como de interesse público”, desempenhando ações de forma ininterrupta, qualitativa e com aprovação das famílias assistidas e da comunidade.

100 diasDiante do anúncio de não retroatividade dos repasses, o vereador Marcos Crippa indaga a administração municipal por que até agora, com mais de 100 dias do atual exercício, ainda não foram formalizados os contratos junto às entidades sociais e por que o governo não se preocupou em lutar pelos repasses retroativos e se limitou em comunicar a impossibilidade.

AlternativasDiante do caos administrativo que a maioria das instituições vivenciará, Crippa quer saber quais alternativas serão tomadas pela prefeitura para que as entidades não deixem de atender aos seus assistidos e, ainda, qual atitude a municipalidade adotará para minimizar a falta de assistência que um número considerável de crianças poderá deixará de receber.

O Lar da Criança, por exemplo, havia anunciado a suspensão do atendimento a mais de 200 crianças.

Depois de um contrato assinado junto à prefeitura na quinta-feira, a instituição anunciou que o atendimento volta ao normal a partir de terça-feira.

Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações do portal O Regional Foto: Divulgação