Marcus Vinícius quer novas regras para aplicação de provas em concursos

PTB Notícias 11/06/2012, 6:36


O deputado estadual Marcus Vinícius (PTB-RJ) apresentou dois projetos de lei que mudarão as regras para aplicação de provas em concursos públicos no Estado do Rio de Janeiro.

O primeiro garante mais tranquilidade a todos os candidatos determinando que já no edital de abertura dos processos seletivos seja informada data e locais das provas.

Atualmente, há 22 seleções em curso no Estado.

O segundo, é específico para os deficientes auditivos: a obrigatoriedade de aplicação das provas na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

– Existe uma coincidência de datas em muitos concursos, mas o candidato na maioria das vezes só fica sabendo depois de efetuada a inscrição, onerando a sua vida.

Com a informação antecipada ele pode optar pelo processo seletivo que acreditar ser a melhor oportunidade”, afirma Marcus VInícius.

O parlamentar aponta ainda que boa parte das provas são realizadas em capitais e cidades de regiões metropolitanas.

“Candidatos que moram no interior do estado precisam se programar para deslocamentos longos e até mesmo para garantir uma estadia na cidade onde a prova será realizada”, explica.

“Existem ainda os concursos em várias cidades do interior e os candidatos precisam prever os deslocamentos”, aponta o deputado.

“O Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), entidade reconhecida nacionalmente, por exemplo, está selecionando pesquisadores, mas a prova será realizada em sua sede, em Petrópolis.

Assim, um concorrente de outra cidade, informado no ato da publicação do edital, pode se programar de forma diferente”.

Já o projeto de lei prevendo a aplicação das provas em Libras visa equiparar as condições de disputa do candidato deficiente auditivo.

“As provas podem ser traduzidas para a linguagem dos sinais por meio de um tradutor presencial ou por vídeo.

Isso caberá às instituições.

O fato é que o deficiente auditivo precisa de autonomia para desempenhar sua prova e ter condições de igualdade para concorrer com demais candidatos”, aponta Marcus Vinícius.

O português é a segunda língua para o deficiente auditivo; a primeira é a linguagem em Libras, sua primeira forma de comunicação.

A sintaxe, concordância e regência verbal em Libras seguem regras diferentes da língua portuguesa, por isso a necessidade de tradução.

Agência Trabalhista de Notícias (LL) com informações do Diário de Petrópolis