Marinho e Campos Machado marcam encontro para tratar sucessão em SP

PTB Notícias 6/05/2010, 7:52


O prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), revelou nesta quarta-feira (05/05) que já está agendado o encontro com o deputado Campos Machado (PTB), para discorrer sobre a possibilidade de união das legendas para a disputa sucessória do governo paulista.

O petista não adiantou o dia em que os dois sentarão à mesa, mas a conversa ocorrerá, segundo informações, ainda nesta semana.

Marinho reforçará o discurso de que o PTB não pode ser alijado de um processo de indicação de candidaturas como ocorreu quando o PSDB ignorou o pleito do senador Romeu Tuma à reeleição e indicou o ex-secretário de Serra, Aloysio Nunes, e o ex-governador Orestes Quércia (PMDB) para o embate no Senado.

” O PT está aberto para composição, inclusive para o PTB.

O fato de o senador Romeu Tuma ficar de escanteio numa composição com o PSDB é de se questionar se é o melhor caminho para o PTB”, cutuca Marinho.

O grão-mestre petebista já havia antecipado que a possibilidade da legenda deixar o campo de apoio da candidatura tucana de Geraldo Alckmin é nula.

Campos Machado rechaçou a indicação do vice-prefeito local, Frank Aguiar, como vice na chapa encabeçada pelo senador Aloizio Mercadante.

“O Frank Aguiar é meu irmão e afilhado de casamento.

Mas a candidatura de Geraldo Alckmin é irreversível.

Isso não existe e nem vai existir”, disse.

“O Frank será candidato a deputado federal”, sustentou.

EncontroMesmo se o PTB não ceder às investidas petistas, o encontro trará euforia nas articulações dos bastidores.

Primeiro, porque a base petebista poderá rachar.

Mesmo com a cúpula indicando o caminho do tucanato, muitos integrantes poderão se rebelar.

Segundo, porque o encontro deixará o PSDB em alerta.

Mostrará, no mínimo, que o PTB está descontente com as últimas articulações.

Prova disso é que Campos Machado, fiel escudeiro de chapa de Alckmin, na sucessão municipal em 2008, queria repetir a dobrada na disputa dos Bandeirantes, mas não obteve êxito.

De quebra, o encontro também sinalizará ao PSB paulista que o PT não trabalha apenas com a hipótese de ter um socialista como vice.

Sendo assim, se Gabriel Chalita quiser mesmo ser indicado pelos petistas para a segunda vaga ao Senado, ao lado da ex-prefeita Marta Suplicy, terá que acelerar o processo de maturação do partido para demover a intenção de Paulo Skaf disputar o governo.

* Agência Trabalhista de Notícias com informações do Repórter Diário