Marlúcio Pereira quer instituir semana de combate à Anemia Falciforme

PTB Notícias 4/01/2009, 10:17


Como forma de difundir informações sobre a Anemia Falciforme, o deputado estadual petebista Marlúcio Pereira está propondo, na Assembléia Legislativa de Goiás, por meio de projeto de lei, que seja instituída anualmente a semana de prevenção e combate à doença.

As atividades a serem desenvolvidas durante esse período têm como meta, além de promover o conhecimento da doença, facilitar o acesso aos serviços de diagnóstico e tratamento e informar profissionais de saúde e a população sobre o assunto.

As ações de prevenção visam a promoção da busca ativa por meio do diagnóstico clínico e laboratorial dos familiares dos portadores da doença; a orientação familiar aos portadores; a capacitação dos profissionais da área de saúde, bem como a utilização da mídia para a divulgação dessas atividades e a distribuição de material informativo.

DebateNo dia 29 de julho, a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia promoveu audiência pública sobre o Estatuto da Igualdade Racial, que contou com a presença do ministro da Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos.

Um dos assuntos debatidos foi justamente a Anemia Falciforme – mais comum em pessoas de pele negra.

A doençaAnemia Falciforme é o nome dado a uma doença hereditária que causa a má formação das hemácias, que assumem forma semelhante a foices (de onde vem o nome da doença), com maior ou menor severidade de acordo com o caso, o que causa deficiência do transporte de gases nos indivíduos acometidos pela doença.

De acordo com especialistas, a Anemia Falciforme, também chamada de Drepanocitose ou Siclemia, é uma doença hematológica (do sangue) hereditária (genética) que causa destruição crônica das células vermelhas do sangue, episódios de intensa dor, susceptibilidade às infecções, lesões orgânicas e, em alguns casos, à morte precoce.

As pessoas com Anemia Falciforme também têm um risco aumentado de desenvolver infecções ameaçadoras à vida, porque o baço, que normalmente ajuda a combater as infecções, é progressivamente destruído por sucessivos micro-enfartos e fibrose subseqüente, até por volta dos 2 a 4 anos de idade (auto-esplenectomia).

fonte: site da Assembléia Legislativa de Goiás