Marquezelli denuncia venda ilegal de pedras preciosas para exterior

PTB Notícias 3/10/2009, 8:28


O Deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) em discurso no Plenário, denunciou que a maioria das nossas pedras preciosas são vendidas ilegalmente a outros países em sua forma bruta, ou seja, sem lapidação.

“O mais incrível é uma pedra ao ser lapidada passa a valer dez vezes o seu valor.

Se considerarmos que existem diamantes brutos vendidos entre U$ 10 e U$ 2.

000,00 o quilate e que esse mesmo diamante poderá alcançar até U$ 30.

000,00 no mercado internacional, após lapidado, podemos aquilatar os incomensuráveis prejuízos para nós”, afirmou ele.

Segundo o Deputado petebista, isso se deve pelo descaso governamental, falta de mão de obra especializada, política fiscal equivocada, ausência de laboratórios certificadores de qualidade, política inadequada de exportação, falta de uma bolsa de Gemas, entre outros motivos.

“Na verdade, essa atividade que hoje envolve milhares de trabalhadores é praticamente desconhecida no Brasil.

O mercado de pedras preciosas vive, em parcela significativa na informalidade e na marginalidade econômica.

Precisamos trazer toda essa cadeia produtiva para a economia formal, proporcionando para isso, meios que possam resolver os problemas do setor”, disse Marquezelli, lembrando que a cadeia produtiva do setor compreende garimpeiros artesanais ou lavras mecanizadas, lapidários, indústrias de jóias, oficinas de montagem de jóias, joalheiros ou ouriveis e comerciantes.

Para o Deputado, a criação de escolas destinadas a formar mão de obra especializada é de fundamental importância e para isso não serão exigidos investimentos significativos pois já existe a infraestrutura das Escolas Técnicas Estaduais como por exemplo o Centro Paula Souza no Estado de São Paulo e o SENAI com abrangência nacional.

“Nossa lapidação não é considerada internacionalmente como de boa qualidade, diminuindo o valor das nossas pedras, o que poderá ser corrigido formando-se um contingente de mão de obra especializado.

Há que ressaltar que a lapidação é um processo artesanal e que, por ressentir-se de escolas especializadas, apóia-se no autodidatismo.

Outra iniciativa que contribuiria de maneira importante para que esse setor passe a integrar-se à economia real seria a criação de Laboratórios de Certificação de Qualidade, que proporcionariam maior segurança às transações.

Nos dias de hoje observa-se que, na falta dessa certificação, pedras brasileiras são tiradas ilegalmente do país, levadas para outros países como EUA, onde são certificadas pelo Gemological Institute os America, voltando em seguida ao nosso país, já certificadas.

Esses laboratórios poderiam ser implantados tendo o Estado como indutor e administrados pelos empresários do setor”, revelou.

Segundo Marquezelli, a criação de uma Bolsa de Gemas, através da Indução do Estado, seria uma iniciativa destinada a trazer a centralização do comércio de gemas, de modo a produzir cotações que normalizam o mercado de pedras brutas e lapidadas, trazendo maior segurança a todos os seus agentes.

“Para tanto, teríamos somente que gerenciar esses recursos de modo a conseguir deles a coordenação e conjunção de esforços em uma mesma direção.

E para terminar, tenho certeza de que esse é um caminho criativo e inovador, destinado a criar milhares de empregos formais, retirando milhares de jovens do pesadelo do desemprego e da tortura do subemprego.

Dessa maneira, nós homens públicos verdadeiramente preocupados com o progresso do nosso país e com o bem estar de todos, estaríamos caminhando na direção certa com a convicção de que atingiremos esses objetivos”, finalizou o Parlamentar petebista.

* Agência Trabalhista de Notícias