Maurício Dziedricki anuncia plano de microcrédito em Santa Maria (RS)

PTB Notícias 14/05/2011, 9:10


O secretário de Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sesampe) do Rio Grande do Sul, Maurício Dziedricki (PTB), anunciou, nesta sexta-feira (13/05), durante a Interiorização do Governo do Estado em Santa Maria, a nova rede de microcrédito.

O programa criará “oportunidades de crescimento” para os pequenos e microempreendedores e para o Estado como um todo, devendo chegar a oferecer, nos próximos quatro anos, cerca de R$ 2 bilhões em créditos, ressaltou.

Nos próximos dias, deverá ser editado o decreto de regulamentação do programa, previsto para estar em funcionamento a partir de meados de julho.

Ao falar sobre o novo programa, o governador Tarso Genro classificou-o como a maior rede de microcrédito do País.

Dziedricki ressaltou que “junto com a economia solidária, a política do Governo gaúcho eleva a participação da pequena e da microempresa como um vetor de crescimento da economia gaúcha”, afirmou.

Para ele, a política de microcrédito será uma das que fará o Rio Grande voltar a ser “uma terra de oportunidades”.

Ainda foi assinado pelo governador, pelo secretário e pelo Prefeito Cezar Schirmer um Protocolo de Cooperação com o município com vistas à interação técnica no programa.

O projeto vai operar com juros subsidiados, em valores inferiores aos de mercado.

“O programa será mais uma oportunidade de o Rio Grande vencer dificuldades e superar obstáculos, inclusive em emergências”, explicou.

Os mais de 800 empregados demitidos pela fábrica da Azaleia, em Parobé, serão atendidos prioritariamente pelo novo programa, conforme anunciou Dziedricki, mostrando que esta será também uma forma de o Governo induzir, desenvolver e apresentar alternativas ao desemprego.

Concebida para atender, na primeira etapa de funcionamento, mais de um milhão de gaúchos que operam na informalidade do mercado empreendedor, o sistema foi concebido pela Sesampe e deverá ser operado por meio do Banrisul em parceria com agentes comunitários de crédito.

Na presença do governador Tarso Genro e do conjunto do secretariado, o titular da Sesampe, Maurício Dziedricki, expôs as bases de funcionamento do novo programa, que poderá injetar cerca de R$ 500 milhões anuais.

Durante a interiorização, também foi assinado um protocolo de cooperação com a Prefeitura de Santa Maria, processo que poderá ser repetido em outros municípios interessados em interagir com o Executivo na execução do programa.

O sistema concebido para a rede é autossustentável, não visa lucro, e contará com recursos próprios do Banrisul, do Banco do Brasil e do BNDES.

Segundo o titular da Sesampe, que vai coordenar o programa, é uma iniciativa pioneira no Rio Grande do Sul que visa à concessão de financiamento para atender as necessidades das atividades produtivas de pequeno porte, que se encontram alijados do acesso ao sistema financeiro tradicional, adotando como premissa o “crédito orientado e acompanhado”.

“Atendemos a determinação do governador à nossa Secretaria e esperamos dar um passo fundamental no sentido de incluir uma parcela significativa e importante das forças produtivas do Rio Grande do Sul, que até então carecia de mais apoio do poder público”, afirmou o secretário Dziedricki, explicando que cerca de 1 milhão de pequenos empreendedores informais poderão ser beneficiados.

O programa deverá, num primeiro momento, atender operações entre R$ 500 e R$ 20 mil, com a taxa de juros variando conforme a modalidade de empréstimo.

O banco gaúcho deverá oferecer, na fase inicial, recursos próprios de cerca de R$ 20 milhões ao mercado, somada a recursos do BNDES e do Banco do Brasil.

O Programa destina-se a Agricultores Familiares – Grupo “B” do Pronaf, aos microempreendedores populares, à Economia Popular Solidária e às Microempresas do Estado.

As linhas de financiamento oferecidas pelo microcrédito atingem o capital de giro, investimento ou financiamento misto.

Pelo Pronaf, é concedido crédito aos agricultores e seus familiares visando aumentar a renda da família e criar empregos no meio rural.

Agência Trabalhista de Notícias (LL) com informações do Jornal do Comércio