Maurício Dziedricki discute reflexos da obesidade infanto-juvenil na saúde pública

PTB Notícias 4/05/2017, 9:05


Imagem Crédito: Marcelo Bertani/ALRS

[vc_row][vc_column][vc_column_text css=”.vc_custom_1493899404537{margin-bottom: 0px !important;}”]As comissões de Saúde e Meio Ambiente e de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul promoveram, na noite de quarta-feira (3), audiência pública conjunta para debater a obesidade na infância e na adolescência e os reflexos na saúde pública. A proposição foi do deputado Maurício Dziedricki (PTB-RS), que coordenou o encontro. Ao final do debate, foi criado um grupo permanente de trabalho para dar prosseguimento à discussão do tema, propondo ações concretas, como a criação ou modificação de leis.

Dziedricki explicou que a questão surgiu em 2016, quando disputou a eleição municipal, e se deparou com a questão da reincidência de pessoas no sistema de saúde pública por falta de cuidados relacionados à alimentação saudável e inatividade física. Por isso, apresentou, este ano, o PL 40 2017, que cria o cadastro de obesidade infanto-juvenil nas escolas de ensino fundamental e médio do Rio Grande do Sul. “E não é um mero diagnóstico, é a proposta de acompanhamento, já que essas crianças percorrem 12 anos dentro da escola”, apontou. O parlamentar informou ainda que protocolou também um novo projeto, que obriga que seja informada a quantidade de sal e açúcar nos rótulos de refrigerantes e sucos produzidos e industrializados no RS.

O professor Roberto Costa, da Faculdade de Desenvolvimento do RS (Fadergs), apresentou dados de estudos acadêmicos e públicos sobre a obesidade na infância e na adolescência. Entre eles, os do Sistema de vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde. Segundo as informações apresentadas, de 2016, o RS tem 54,9% de prevalência de obesidade. Conforme o Programa Nacional de Saúde do Escolar, de 2015, o sobrepeso e a obesidade estão presentes em 31,5% dos adolescentes de 13 a 17 anos no país e, na Região Sul, essa prevalência chega a 38,4%. “Há necessidade de tomarmos providência urgentes”, declarou. Citou o ambiente obesogênico (alimentação inadequada e horas em frente a alguma tela – TV, videogame, smartphone) como um dos principais desencadeadores do problema, que já é a terceira causa de morte no Brasil, só atrás da morte violenta e do alcoolismo. Para ele, para mudar a situação é preciso ter um retrato dos escolares gaúchos, realizar campanhas permanentes para estimular a mudança no estilo de vida, apresentar nos rótulos dos alimentos os elementos nocivos à saúde como ocorre nos maços de cigarro, educar para a saúde e também criar leis, como as propostas pelo proponente da audiência.

Presenças

Também estiveram presentes estudantes da Fadergs, além de representantes da Federação da Associação de Pais e Mestres do RS, Instituto de Cardiologia, Sindicato dos Odontologistas do RS, Sindicato Médico do RS, Fetag, Associação dos Bariátricos do RS, vereadores e gestores públicos de cidades gaúchas como Estrela, Gravataí e Alvorada, entre outras entidades.

Com informações da assessoria da bancada do PTB na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]