Maurício Dziedricki quer ‘recuperar colaboração das pessoas’ em Porto Alegre

PTB Notícias 19/09/2016, 8:28


Imagem Crédito: Bruna Zanatta/G1

[vc_row][vc_column][vc_column_text css=”.vc_custom_1474485625370{margin-bottom: 0px !important;}”]A juventude de Maurício Dziedricki (PTB-RS) contrasta com a experiência de quem já foi secretário estadual e municipal e parlamentar nas três esferas. Com uma campanha que enfatiza a inovação, o candidato a prefeito de Porto Alegre explica que pretende resgatar o “espírito colaborativo”, incentivando os moradores a contribuírem com o desenvolvimento da cidade.

“Recuperar a colaboração das pessoas é uma grande novidade porque dá trabalho, faz com que tenhamos de resgatar uma participação da cidade que, quando não sente que está sendo bem cuidada, para de contribuir”, disse.

O sobrenome, cuja dificuldade para proferir vem sendo explorada na própria campanha, é de origem polonesa. “As pessoas não conseguem pronunciar, acho que é porque tem um D-Z ali”, diverte-se. Da cultura do país, o deputado estadual aprecia o pierogi, uma espécie de pastel cozido. A czarnina, sopa feita com sangue de pato, não o agrada. “Tem para todos os gostos”, resume.

No apartamento onde mora, em uma tranquila área residencial na Zona Norte de Porto Alegre, Maurício Dziedricki recebeu o G1 com empolgação. Não pela entrevista em si, mas pela oportunidade que teve de dar um tempo na agenda corrida da campanha e receber em casa a irmã, Paula, e o casal de sobrinhos: Giovanna, de 2 anos e 5 meses, e Pedro, de 7 meses.

O nascimento da mais velha, afilhada do candidato, foi um dos momentos mais marcantes da vida do autointitulado “dindo babão”. “Ver a enfermeira colocar o pé da criança com tinta no antebraço do pai da menina, meu cunhado, e ele se derrubar em lágrimas, ver o quanto isso é ‘massa’, serviu de muito aprendizado para a minha vida. E está aqui a ‘fera'”, conta, exibindo com orgulho a menina que corria e brincava pela sala do apartamento.

O uso de gírias durante a entrevista e a apresentação do grupo norte-americano de rock The Killers na televisão da sala reforçam a imagem jovial e descolada de um candidato que, aos 37 anos, não permite ser chamado de “senhor”. “Não precisa dessa burocracia”, adiantou, logo ao receber a reportagem.

Junto com o marido Marcelo, Paula e as crianças são a parte da família que permanece em Porto Alegre. Os pais e o irmão retornaram a Curitiba, onde Maurício nasceu e de onde foi trazido com três anos de idade ao Rio Grande do Sul na época em que o pai, engenheiro, fiscalizava uma obra em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo.

Quando o restante da família decidiu retornar à cidade natal de Maurício, ele foi eleito vereador na capital gaúcha. Era a senha para permanecer no Estado que o acolheu. “Sou gaúcho, fiz essa opção”, garante. “Minha vida está aqui.”

Além da convivência com a irmã, o cunhado e os sobrinhos, a distância do restante da família é atenuada pelos amigos que Dziedricki conheceu na vida pessoal e política. Entre eles está “Tia Beth”, conselheira do Orçamento Participativo responsável por uma creche onde fazia trabalho voluntário. Foi lá que optou por ingressar na política.

“Fizemos um pedido a um político, em 1998 ou 1999, e ele deu dois tapinhas nas costas de quem estava lá e disse ‘vou resolver’. Passou um ano, um ano e meio, e não resolveu. Então pensei que se essas pessoas fazem política enganando outras, eu vou fazer política realizando sonhos e oportunidades”, conta.

Na primeira campanha pela vereança, conheceu outra amiga que marcaria sua vida: Dona Bruna, moradora de um casebre na comunidade Asa Branca, na Zona Norte da capital, com quem criou laços que perduram até hoje. “O carinho e o sorriso dela são lindos”, conta.

O primeiro mandato na Câmara Municipal foi interrompido em 2006, quando assumiu a Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov). Da experiência no Executivo de Porto Alegre surgiu a ideia de criar uma central de serviços, abrangendo situações referentes aos departamentos responsáveis por reparos nas ruas.

O deputado acredita que hoje há pouca interação entre órgãos municipais. “O cidadão liga para o 156 para reclamar de um buraco e fica um jogo de empurra-empurra, de quem é o buraco”, exemplifica.

Ainda como vereador, a boa relação com as Forças Armadas o levou a ser agraciado com a “Medalha do Pacificador”. A foto da solenidade está enquadrada em um molde e pendurada em frente à sala de jantar. O título leva Dziedricki a refletir sobre a necessidade de buscar a paz, mesmo em momentos de enfrentamento, comuns na vida política.

Maurício Dziedricki retornaria ao parlamento municipal, referendado pela maior votação para vereador do Estado em 2008. Novamente o mandato seria interrompido, para que ele se tornasse deputado federal em 2011, assumindo vaga após ter ficado na suplência. A experiência no Congresso Nacional também seria sustada, para o candidato chefiar a Secretaria Estadual de Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sesampe).

A experiência no Piratini levou Dziedricki a acreditar no potencial dos empreendedores para ajudar no desenvolvimento do Rio Grande do Sul. “Essas pessoas, se tivessem chance de ter os mesmos investimentos e a mesma tolerância que as grandes empresas têm, teríamos um novo Estado. Vamos começar a mostrar isso através de uma nova prefeitura.”

Inquieto, o deputado conta que busca o aprendizado mesmo nos momentos de folga, por meio de tutoriais na internet. “Esses tempos fiz um iogurte grego, e ficou ‘bala'”, gaba-se. Por outro lado, em meio a uma carreira com tantas mudanças, valoriza as oportunidades de parar para refletir. “A gente fala com muita gente todos os dias. Às vezes é legal falar consigo mesmo”, diz.

Com informações do portal G1[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]