Mozarildo acusa governador de Roraima de cercear liberdade de imprensa

PTB Notícias 23/08/2011, 17:28


O senador Mozarildo Cavalcanti, do PTB de Roraima, em discurso no Plenário nesta terça-feira (23/08/2011), criticou o governador de Roraima, José de Anchieta Júnior, que, segundo ele, não permitiu o acesso de órgãos da imprensa local que lhe fazem oposição a evento de programa de crédito social.

O parlamentar chamou a atenção de instituições como a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para o que chamou de desrespeito à liberdade de imprensa no seu estado.

O senador roraimense disse que José de Anchieta Júnior teve seu mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas permanece no cargo aguardando julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Ao evento do lançamento compareceu, obviamente, toda a imprensa convidada e não convidada.

Apenas três órgãos de imprensa ousam fazer oposição a esse governador – uma televisão, uma rádio e um jornal impresso.

Pois bem, o que aconteceu? O governador proibiu que esses veículos da imprensa fizessem a cobertura de um ato oficial.

Ora, um ato oficial do governo é um ato público, portanto, aberto a qualquer cidadão”, protestou o petebista.

Mozarildo Cavalcanti, que já moveu ação contra o governador por injúria, difamação e calúnia junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e acaba de entrar com nova ação na Justiça, recordou ter sido comprovada fraude eleitoral, motivo pelo qual o governador foi cassado, e também desvio de recursos na área da saúde de R$ 30 milhões, comprovado pelo Ministério Público e Polícia Federal.

O senador leu nota do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Roraima, na qual a entidade repudia a atitude do governador e rejeita as alegações de Anchieta Júnior de que havia a exigência de credenciamento prévio, desmentida pelos profissionais que cobriram o evento.

O parlamentar lamentou que o governador tivesse assumido o cargo depois da morte do então governador Otomar de Souza Pinto, que morreu um ano após ter tomado posse, no seu quarto mandato.

Agência Trabalhista de Notícias (FM), com informações da Agência Senado