Mozarildo acusa governador de Roraima de fazer ‘política de pão e circo’

PTB Notícias 4/05/2010, 7:33


O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) aproveitou as comemorações do Dia Internacional do Trabalho, no último sábado (1º de maio), para criticar a atuação política do governador de Roraima, José de Anchieta Júnior.

Para Mozarildo, Anchieta Júnior governa como nos tempos do imperador romano Vespasiano, exercendo a política do “pão e circo”.

Mozarildo Cavalcanti disse que o governador contratou para as comemorações uma banda sertaneja por R$ 240 mil.

O senador citou reportagem do jornal Folha de Boa Vista que entrevistou trabalhadores presentes à festa os quais teriam afirmado que preferiam benfeitorias no Parque Inauá, onde ocorreu o evento, aumento salarial e outros benefícios, como melhorias na educação e na saúde aos gastos com a contratação da banda.

– Dia 3 de outubro vamos definir o governador, o senador, os deputados federais e estaduais e o presidente da República que queremos.

Tenho confiança que o meu estado saberá decidir por um governo que respeite as pessoas e não fique – como no Império Romano – achando que o povo só quer ‘pão e circo’ – disse.

HistóricoMozarildo Cavalcanti lembrou, em seu discurso nesta segunda-feira (03/05), que a instituição do Dia Internacional do Trabalho em 1º de maio é uma homenagem a centenas de trabalhadores da fábrica McCormick Harvester, em Chicago, Estados Unidos, mortos ou feridos nesta data em 1886, em consequência de uma greve.

À época, os trabalhadores tinham uma jornada de 17 horas, sem direito a férias, descanso semanal ou aposentadoria.

O senador lembrou que durante o Congresso da 2ª Internacional, em Bruxelas, em setembro de 1891, foi aprovada a resolução que instituiu o 1º de maio como Dia Internacional do Trabalho.

No Brasil, a comemoração do Dia Internacional do Trabalho foi instituída por decreto do então presidente da República Artur Bernardes, em 1925, recordou o senador, acrescentando que foi no governo Getúlio Vargas que os direitos dos trabalhadores foram de fato assegurados.

Citou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e do salário mínimo, entre outros benefícios.

* Agência Trabalhista de Notícias com informações da Agência Senado