Mozarildo aponta descaso do governo federal com município de Pacaraima

PTB Notícias 28/08/2009, 11:37


Em discurso no Plenário, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) informou que estará nesta sexta-feira (28) no município de Pacaraima (RR), em sessão itinerante da Assembleia Legislativa do Estado.

O parlamentar afirmou que o município “vem sendo sistematicamente prejudicado pelo governo federal”, seja pela criação de reservas em sua área territorial, seja pela negativa em transformá-lo em uma área de livre comércio.

Mozarildo afirmou que as reservas indígenas de São Marcos e Raposa-Serra do Sol “mutilaram o município”.

De acordo com o parlamentar, até mesmo o perímetro urbano de Pacaraima vem sendo questionado.

O senador lamentou que o governo tenha transferido para Boa Vista a área de livre comércio que ele propôs, em projeto de lei, que fosse criada em Pacaraima.

Ele explicou que Pacaraima fica na fronteira com a Venezuela e que a cidade venezuelana de Santa Helena do Uairén, que tem sua área de livre comércio, impede o desenvolvimento do município brasileiro.

– A população vai comprar praticamente tudo em Santa Helena do Uairén.

É um estado pobre, um município pobre, prejudicado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – afirmou.

De acordo com Mozarildo, a população de Pacaraima compra de víveres a combustível em Santa Helena do Uairén.

Afirmou que praticamente todo o combustível consumido na cidade é contrabandeado da Venezuela.

– As reservas indígenas são verdadeiros depósitos de combustível contrabandeado – denunciou.

A reunião da assembleia, afirmou o senador, pretende buscar uma solução que signifique o desenvolvimento da região.

Ele pediu também que a Subcomissão Permanente da Amazônia e da Faixa de Fronteira, vinculada à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), trate do problema.

De acordo com o senador, a Amazônia “é tratada pelo governo federal como o quintal do país”.

O parlamentar disse que não há a intenção de melhorar a vida dos 25 milhões de habitantes da região.

Disse que, como são poucos eleitores diante de estados mais populosos, como São Paulo, com 42 milhões de habitantes, os amazônidas “ficam no fim da fila”.

Lamentou também que, como a Amazônia representa apenas 8% da economia do Brasil, não haja interesse em investir na região, apesar de a Constituição determinar o contrário, incentivando o desenvolvimento regional e o fim da desigualdade.

fonte: Agência Senado