Mozarildo Cavalcanti defende realização de plebiscito para divisão do Pará

PTB Notícias 7/05/2011, 13:27


O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) saudou a aprovação, pela Câmara, de dois projetos de decreto legislativo que autorizam a realização de plebiscito sobre a divisão do Pará e a criação dos estados de Tapajós e Carajás.

Em discurso nesta sexta-feira (6), ele argumentou que a redivisão do território brasileiro tem sido benéfica para o desenvolvimento do país.

Para o senador, a criação de Roraima, Rondônia, Amapá, Acre, Mato Grosso do Sul e Tocantins possibilitou o desenvolvimento desses estados, antes “regiões esquecidas” de suas unidades de origem.

Em votação na quinta-feira (5), o Plenário da Câmara aprovou o PDC 2300/2009 (PDS 52/2007, no Senado), de autoria do então senador Leomar Quintanilha, prevendo consulta à população do Pará sobre a criação do estado do Carajás, no sudeste do estado.

O texto segue para promulgação.

O segundo projeto aprovado (PDC 731/2000), que tramitou como PDS 19/1999 no Senado, é de autoria de Mozarildo Cavalcanti e determina a realização de plebiscito sobre a criação do estado de Tapajós, na metade oeste do Pará.

A matéria volta ao Senado, por ter sido modificada pelos deputados.

Como o texto levou 10 anos para ser aprovado na Câmara, explicou o senador, foi necessário alterá-lo para incorporar municípios criados nesse período.

O parlamentar rebateu argumentos apresentados em notícias publicadas nesta sexta-feira nos jornais, criticando a divisão do Pará.

Uma das reportagens, relatou ele, fala em “conta bilionária” para a criação dos novos estados.

– Conta bilionária está pagando o povo daquelas regiões, pelo descaso do governo federal, pela falta de condições do governo estadual de atender à população – afirmou, lembrando que os projetos aprovados prevêem apenas a realização do plebiscito, ficando a divisão do território condicionada à vontade popular.

Para ele, por trás do movimento contrário à formação de novos estados estão interesses políticos dos estados ricos.

fonte: Agência Senado